"A república não suporta mais tanto desvio de conduta". Estas foram as palavras do ministro Marco Aurélio, do STF, ao proferir um de seus votos na condenação dos mensaleiros. Não adianta o PT e suas hordas ligadas a sindicatos, MST ou "estudantes" da UNE espernearem. Não adianta a esquerda vociferar em tom de desafio enquanto Lula rearma soturnamente a tão sonhada revolução comunista, com discursos inflamados. Não adianta dizerem que lutarão contra as elites, o Judiciário e a imprensa reacionária (nunca entendi isso direito).
A verdade é que assinaturas, documentos, gravações telefônicas, filmagens e fotos de petistas carregando malas de dinheiro, forjando dossiês, acobertando crimes de toda ordem e fazendo transações ilícitas correu o Brasil durante a última década num ritmo que republiquetas ditatoriais africanas invejariam. Não são ilações, mas provas contundentes e irrefutáveis de que, de fato, uma quadrilha criminosa tomou de assalto a administração pública. E, com base na massificação de propaganda enganosa e distribuição indiscriminada de recursos públicos para milhões de eleitores miseráveis, esse mesmo partido se mantém fortemente atrelado à máquina pública.
Entretanto, a República à qual Marco Aurélio se refere é aquela composta pela elite intelectual e cultural, a que causa temor nos esquerdofrênicos. É ela que não se deixa levar pelos discursos raivosos de separação de classes, incitação ao ódio e enaltecimento de um socialismo desmiolado. Na década de 60, os que estão hoje no governo armaram-se para convencer o mundo de que detinham a verdade, com suas reuniões em "aparelhos" para difundir as idéias. Nada conseguiram porque não convenceram a sociedade politizada de algo tão insano quanto as "lições de Marx". Daí o ódio pelas "elites" e pelos "imperialistas" que não aceitavam o jab soviético.
Hoje, abusando dos miseráveis e incultos com o suborno de doações financiadas pela elite econômica produtiva, ameaçam a existência da república como entidade democrática e cada vez mais caminhamos para a ditadura proletária, injusta e cruel. Marco Aurélio pode estar errado.
Ivan Goffi