09 de julho de 2026
Internacional

ONU vai reduzir efetivo na Síria

Folhapress
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A Organização das Nações Unidas (ONU) vai reduzir temporariamente seu efetivo de estrangeiros que trabalham na Síria devido ao crescente perigo que correm pela violência existente no país, informaram diplomatas. O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, disse ontem que a organização irá realocar temporariamente o gabinete com sede em Damasco do emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, para Beirute e para o Cairo.  Os funcionários sírios do gabinete foram orientados a trabalhar de casa

Líder ferido

O líder do grupo rebelde Exército Livre da Síria, Riad Asaad, ficou gravemente ferido após a explosão de uma bomba colocada em seu carro, na região de Deir al Zur, no leste do país, anteontem à noite. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, ele perdeu uma perna.

Asaad, ex-coronel da Força Aérea Síria, foi enviado a um hospital na Turquia e seu estado de saúde é estável. Os rebeldes atribuíram a ação ao regime. O governo e a mídia estatal não comentaram o ocorrido.

Líder renúncia

O presidente do agrupamento rebelde Coalizão Nacional Síria, que combate o presidente sírio, Bashar al-Assad, disse ontem que o fracasso do mundo em apoiar a revolta era o principal motivo de ele ter oferecido sua renúncia.

Moaz Alkhatib foi nomeado chefe da coalizão em novembro, depois que a diplomacia do Golfo e do Ocidente quiseram a oposição mais unida.  “O maior motivo é um protesto contra a posição dos Estados mundiais, que apenas estão tentando conseguir aprovar seus desejos, aspirações ou maneiras de solucionar a crise (síria) sem sentirem a dor que as pessoas sofrem todos os dias”, ele disse, sem entrar em detalhes.