08 de julho de 2026
Regional

Presidente do Conseg é preso acusado de usar adolescente no comércio de CDs e DVDs

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do distrito de Potunduva, em Jaú, Carlos Alberto Martinello, 56 anos, foi preso em flagrante no final de semana, em Itapuí (44 quilômetros de Bauru), acusado de vender produtos contrabandeados no Centro da cidade.

A polícia chegou até Martinello após receber a informação de que ele e outro homem saíam do distrito de Potunduva, onde moram, para praticar o comércio ilegal em Itapuí. “Em outras oportunidades, a gente não conseguiu abordá-los”, conta o delegado titular do município, Tiago José dos Santos Húngaro. A polícia já estava investigando há vários dias a presença do autônomo no município.

Na tarde do último sábado, policiais civis e militares cercaram o local onde a dupla vendia os produtos sem nota fiscal, na avenida Paes de Barros, e detiveram Martinello e seu vizinho João Luiz Cavalcante, 42 anos, além de um adolescente de 16 anos, familiar de um dos envolvidos, que também ajudava nas vendas.

Na barraca montada pelo trio na calçada e dentro de uma perua Kombi utilizada para o transporte dos itens, segundo o delegado, foram localizados mais de 3 mil CDs e DVDs pirateados de músicas, filmes e jogos, brinquedos, bijuterias, bolsas, roupas, bolas, bonés, relógios, lanternas, entre outros produtos.

“Eles armavam uma barraquinha na calçada e deixavam a maior quantidade dos produtos no veículo. Se houvesse a abordagem, eles puxavam (para dentro da perua) ou saíam correndo, abandonando as coisas”, explica Húngaro. “Como já tinha a investigação, nós fomos até a casa dos dois, em Potunduva”.

Na residência de Cavalcante, os policiais apreenderam mais produtos contrabandeados, como CDs e DVDs, impressora utilizada para impressão das capas das mídias comercializadas pelo grupo, além de um caderno de anotações contendo a contabilidade das vendas.

De acordo com o delegado, Martinello e Cavalcante foram autuados em flagrante por descaminho, violação de direito autoral e corrupção de menores, por usar um adolescente no comércio ilegal. Como as penas ultrapassam quatro anos, não foi possível arbitrar fiança para que eles respondessem em liberdade.

Os dois homens foram recolhidos à Cadeia Pública da Barra Bonita. O adolescente foi ouvido e liberado para a mãe. A polícia não soube precisar o valor dos materiais apreendidos, que ainda irão passar por perícia. A grande quantidade do material foi levada para a delegacia de polícia.

Até o fechamento desta edição, a reportagem não conseguiu localizar os advogados de Martinello e Cavalcante.

O JC também não conseguiu até à noite de ontem localizar quem é o reponsável pelo controle do Conselho Tutelar de Jaú para saber quais as medidas que serão tomadas.