07 de julho de 2026
Geral

Programação de Páscoa atrai jovens

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O domingo de Páscoa está se aproximando e a data não significa apenas comer ovos de chocolate, mas um momento de silêncio, oração e reflexão. Ontem, às 20h, a Catedral do Divino Espírito Santo de Bauru iniciou as programações mais direcionadas para a Semana Santa com a tradicional missa de lava-pés.

O padre Marcos Pavan, que é pároco da Catedral, explica que, como este ano a temática da Campanha da Fraternidade é juventude e fraternidade, toda essa programação foi direcionada especialmente para os jovens.

“Os jovens são o futuro de nossa igreja e é preciso que eles estejam engajados na comunidade. Como a temática da Campanha da Fraternidade é juventude e fraternidade, direcionamos as programações a eles também. Hoje (ontem), na missa de lava-pés, 12 jovens crismandos simbolizarão os apóstolos. Após a missa, haverá uma vigília até a meia-noite também voltada para os jovens”, disse.

Hoje, às 15h, será celebrada a missa de Paixão e Morte de Cristo. Às 19h haverá procissão do Senhor Morto. O trajeto sairá da Catedral e seguirá pela rua Batista de Carvalho até a rua Araújo Leite. A procissão descerá a via até a rua Primeiro de Agosto, seguindo para a rua Virgílio Malta e voltando pelo Calçadão da Batista de Carvalho.

“Nós vamos meditar a Via Sacra neste momento, tentar vivenciar um pouco do que Jesus viveu, os seus últimos passos. Tudo isso atualizado para o contexto dos jovens”, acrescentou padre Marcos.

Amanhã, às 20h, a missa do fogo novo renova os batismos. No domingo de Páscoa, dia em que Jesus Cristo ressuscitou, haverá missa às 7h30, 10h e 19h na Catedral. “É muito importante que os jovens participem. Essa programação voltada para eles é uma motivação oracional. Estamos pedindo que eles voltem ao convívio da igreja. O papa Francisco também tem essa proximidade e carisma próprio para com os jovens, o que é mais uma motivação”, enfatizou.

O jovem

A ministra de eucaristia Alexandra Lilian Castanheira, 32 anos, construiu sua vida dentro da Igreja Católica. Atuante em um grupo de jovens desde os 15 anos, foi lá que ela conheceu grande parte dos seus amigos e o marido, Éder Antônio Doro, com quem é casada há seis anos.

“Até o ano passado eu ainda era coordenadora do grupo de jovens. Ali fiz meus amigos e aprendi a viver em comunidade, o que eu costumo falar que é uma grande família. Acho que os jovens não devem deixar de vivenciar a religião, independente de qual ela seja. Precisamos pensar em como está o comportamento da nossa juventude”, disse.

Na noite de ontem ela levaria os seus crismandos para participarem da vigília da Catedral. “É um momento de silêncio, reflexão e oração por todos os jovens. Muitos estão perdidos nas drogas, na violência”.