O papa argentino Francisco, 76 anos, comandou, ontem, sua primeira cerimônia durante a Sexta-Feira Santa, quando os cristãos relembram a morte e a ressurreição de Jesus.
Em discurso no final da celebração, que aconteceu no Coliseu - onde foi representada a via-crúcis e da crucificação de Jesus - o papa elogiou a “amizade entre cristãos e muçulmanos”.
Francisco acrescentou que esse laço “tem sido um sinal para o Oriente Médio e para o mundo: um sinal de esperança”. fazendo referência à viagem que Bento XVI fez ao Líbano ano passado.
Milhares de pessoas assistiram à encenação no Coliseu. O papa Francisco decidiu não percorrer o trajeto instalado ali, com 14 estações, a pé.
Neste ano, as meditações lidas durante cada uma das paradas couberam a jovens libaneses. O discurso, que foi requisitado ainda no papado de Bento XVI, se refere várias vezes à situação de cristãos no Oriente Médio, clama por liberdade religiosa e pede o fim do terrorismo.
A celebração da Sexta-Feira Santa teve início na basílica de São Pedro, com a liturgia da Paixão de Cristo, que recorda as últimas horas da vida de Jesus.
No ritual da basílica, o papa se prostrou em silêncio durante vários minutos perante o altar. A Sexta-Feira Santa é o único dia em que não há missa, apenas comunhão.