11 de julho de 2026
Nacional

Mutirão de testes anti-HIV será feito em presídios femininos em São Paulo

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Um mutirão de teste anti-HIV e sífilis será feito no sistema prisional feminino do Estado de São Paulo, com cerca de 10.470 mulheres atendidas. O programa é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde, a Secretaria da Administração Penitenciária e do Programa Municipal de DST/Aids. 

Desde o segundo semestre do ano passado que os testes já vêm sendo realizados, auxiliando cerca de 5.000 presidiárias. Desse total, foi constatada a prevalência de 4,8% para o HIV e 5,7% para a sífilis. 

 

A ação também tem como propósito conhecer a soro prevalência do HIV e da sífilis em mulheres encarceradas, além de traçar um perfil delas em relação as duas doenças, dando orientação educacional sobre o assunto. 

 

O mutirão é realizado nas seguintes penitenciárias de maneira regionalizada e escalonada: Capital, Santana, Tremembé 1 e 2, Tupi Paulista, Campinas, Pirajuí, Ribeirão, além dos Centros Penitenciários Provisórios Butantã, São Miguel, Casas de Detenção Provisórias Franco da Rocha, Hospital de Custódia e Tratamento Penitenciário Franco da Rocha 1 e 2, Centros de Reabilitação Itapetininga, Piracicaba, Rio Claro, Araraquara, São José dos Campos e São José do Rio Preto. 

 

De acordo com Luiza Matida, responsável pela ação, até 2015 deverá ser implementado o projeto DST/Aids à Proposta Integrada de Atenção à Saúde da População Privada de Liberdade, em parceria com a Secretaria da Administração Penitenciária. 

 

"É a primeira ação deste porte no Estado de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa que poderá contribuir para a melhoria da qualidade de vida das mulheres, em decorrência disso, a medida repercutirá também no controle da transmissão vertical do HIV e sífilis", afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.