É crescente a manifestação contra a prática religiosa e sobre a existência de Deus. Alguns relacionam a escravidão religiosa e a crença em Deus como consequência do baixo nível de educação e como causa do aumento do ódio, e há quem defenda que por nosso país ser laico deva ser proibidas manifestações públicas de religiosidade. Será? Por trás de toda negação da existência de Deus está o desejo de colocar o homem como o centro de tudo e acima do bem e do mal, de endeusar o homem, e isto também é uma crença, uma religião, a religião da humanidade, ou humanismo, que se contrapõe ao sobrenatural e a existência de uma Autoridade Moral Superior.
Nossa Constituição Federal não usa a palavra laico, mas apenas diz que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantido, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias". Então, ao contrário de proibir a manifestação religiosa, individual ou coletiva, nossa CF não só a permite como a estimula e incentiva, entendendo-a como inibidora das paixões humanas imorais e desenfreadas, e estende o direito a todos, indistintamente.
Portanto, dizer que somos um país laico não significa dizer que somos um país ateu, más sim que acreditamos e respeitamos todas as formas de crença nas entidades supranaturais, não humanas, sejam elas como forem, e que acreditamos que elas interferem na vida do homem. Quanto à existência de Deus, nossos constituintes ao aprovarem o texto constitucional fizeram dele constar logo no seu "preâmbulo", que "promulgamos a CF sob a proteção de Deus", ou seja, Deus é invocado como superior e protetor da própria CF.
Sim, Deus existe! Isto pode ser comprovado na simples observação das coisas criadas, das microscópicas formas de vida até a imensidão infinita do universo. Basta deixar a arrogância e observar a criação para saber sobre Deus, sua divina pessoa, caráter, majestade, soberana autoridade moral e padrão eterno de justiça. Além disto toda pessoa sabe instintivamente, sem necessidade de ser religiosa, que existe um Ser Moral Superior, suas exigências morais principais e seu padrão de justiça, e embora uma vida obstinada de pecado ou de pecado culturalmente aceito como normal possam distorcer a compreensão desta verdade, o fato é que todos darão conta a este Ser Moral Superior, Criador, de como usou o conhecimento que recebeu. Portanto, ninguém pode alegar ignorância sobre a existência de Deus. Más apesar disto os loucos adotam como estilo de vida e convicções ideológicas uma postura de ignorância a esta verdade.
Orgulhoso, o louco não investiga a criação e nem dá valor ao que sua própria consciência fala sobre Deus, e se atira com profundidade ao processo de auto negação de tudo que se refira à Ele, com o objetivo especifico de divinizar a si mesmo. Monta um esquema mental de negação da verdade e o põe em pratica. Ele não é um debilitado mental, más um sabidão que confia nas próprias ideias e que escolhe como estilo de vida a perversão daquilo que a própria moralidade o aconselha fazer, até que deste choque de valores morais sobrevêm-lhe uma confusão interna mal resolvida que desencadeia um violento distúrbio interno. Ele não apenas se perde nas profundezas da própria escuridão moral que escolhe para sua auto iluminação como ainda ataca aqueles que refletem a luz divina.
Não, a falta de educação e o aumento crescente da corrupção e do ódio nas sociedades mais religiosas não se devem ao aumento da religiosidade e da crença na existência de Deus, más sim pelo aumento das religiões que endeusam o homem e desprezam o verdadeiro conhecimento sobre Deus e sua justiça moral, pela falta de temor a Deus, e nisto o humanismo do louco tem grande responsabilidade. Não há nenhuma relação entre intelectualidade superior e conhecimento sobre Deus, não há qualquer relação entre falta de conhecimentos humanos e falta de sabedoria divina, não há qualquer relação entre o culto verdadeiro ao verdadeiro Deus e o aumento do ódio. Só o louco apregoa estas coisas, pois não só está espiritualmente perdido como busca arrastar após si.
Silvio Gomes