Ao cidadão Benedito Anselmo Filho, defensor do que parece ser a prática "jeitinho brasileiro", gostaria de lembrá-lo que o trabalho do GOT não é julgar políticos, bandidos, traficantes ou quem quer que seja!
Acredito que você nem parou para pensar que o Estado é responsável pela segurança pública, pelo Poder Judiciário, pela educação, saúde, trânsito, sendo que cada um desses setores são administrados por diferentes órgãos, ou seja, cada um é responsável por cuidar da sua própria parcela, sendo o GOT parte da Administração Pública Municipal, responsável pelo trânsito, incumbido de fiscalizar e intervir quando necessário. Se um exemplo, sr. Benedito, fosse suficiente, porque o CTB, que desde 1998 está em vigência, ainda não é respeitado? São tantas reportagens que assistimos todos os dias falando sobre infrações, mortes no trânsito, assim como as aulas que dão ministradas em auto escolas, campanhas do governo e de ONGs, tantos relatos de vítimas, que não consigo entender o motivo que o leva a ser contra a aplicação do CTB, através da penalidades que, na minha opinião, são tão brandas que sequer atingem seus objetivos, que são voltados a inibir a prática de infrações. Os infratores preferem se arriscar e arriscar a vida alheia, sendo que pode ser a minha ou até mesmo a sua, e ainda os defende?
Será que não o faz porque é um dos que todos os dias fala ao celular enquanto dirige, ou detesta usar o cinto, acha que semáforos são perda de tempo, que faixa de pedestres são locais reservados para seu automóvel? Será que simplesmente não quer ser beneficiado com a própria opinião? Aliás, com tudo isso, já foi multado quantas vezes? Aprendeu ou precisa ser "educado"? Se não foi multado, como se sente ao se deparar com uma infração? E se a infração te prejudicasse, seria diferente? Espero que nunca venha a perder alguém no trânsito, pois seria a pior maneira de mudar essa opinião de que o "jeitinho brasileiro" resolve tudo!
Carlos Henrique dos Santos