08 de julho de 2026
Internacional

Coreia pede retirada das embaixadas

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

A Coreia do Norte pediu a embaixadas em Pyongyang que queiram retirar seu pessoal em caso de guerra para apresentar planos até 10 de abril, disse a Grã-Bretanha ontem, em mais um capítulo da guerra de palavras por parte da Coreia do Norte que fez subir a tensão na península coreana.

Os relatos iniciais do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e da agência de notícias oficial da China, Xinhua, sugeriram que a Coreia do Norte havia sugerido às embaixadas que considerassem o fechamento devido ao risco de conflito.O pedido veio em meio a uma escalada militar dos Estados Unidos na Coreia do Sul, após os avisos da Coreia do Norte de que a guerra era inevitável por causa das sanções impostas pela ONU após um teste nuclear e o que chama de movimentações “hostis” de tropas dos EUA com a Coreia do Sul.

“Acreditamos que eles deram esse passo como parte de sua contínua retórica de que os EUA representam uma ameaça para eles”, disse a Grã-Bretanha.

Uma autoridade diplomática britânica, que falou sob condição de anonimato, disse que as embaixadas da União Europeia em Pyongyang tinham sido convocadas a entregar os seus planos de retirada de pessoal.

Nos termos da Convenção de Viena, que rege as missões diplomáticas, os governos anfitriões devem facilitar a saída do pessoal de embaixadas em caso de conflito. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a Coreia do Norte “propôs que o lado russo considerasse a retirada de funcionários em situação cada vez mais tensa”, de acordo com Denis Samsonov, um porta-voz da embaixada em Pyongyang.

Uma reportagem da agência de notícias estatal chinesa Xinhua repercutiu o relatório russo, dizendo que Pyongyang pediu a embaixadas que considerem a retirada caso a situação se deteriore.

A Coreia do Norte, governada por Kim Jong-un, de 30 anos, não emitiu qualquer declaração indicando qual dos relatos conflitantes era verdade.