09 de julho de 2026
Nacional

PMs suspeitos de envolvimento em mortes têm prisão decretada

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de dois policiais militares suspeitos na participação da morte de dois jovens no último dia 16, na região central de São Paulo.

Os nomes dos policiais não foram informados pela assessoria de imprensa da PM nem pela Secretaria de Segurança Pública. Os dois policiais com a prisão decretada pela Justiça estão entre os PMs que já haviam sido presos administrativamente nesta semana.

A prisão foi decretada nesta quinta-feira (4). Em seguida, eles foram levados para o Presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

O crime foi flagrado por câmeras de segurança, e as imagens divulgadas pelo "Fantástico", da TV Globo, no último domingo.

As imagens mostram três jovens sentados em uma calçada quando uma moto para e os dois ocupantes mandam eles levantarem as mãos. Com os rapazes já rendidos, os dois homens atiram diversas vezes e atingem dois deles. Os disparos continuam com os garotos caídos. O terceiro adolescente foge correndo.

Segundo o boletim de ocorrência, uma das vítimas foi atingida por seis tiros e a outra por 12. Após o crime, os dois atiradores voltam para a moto e deixam o local. As imagens flagram ainda um carro da PM próximo ao local e seguindo no mesmo sentido da moto após o crime.

A polícia informou que houve comunicação de perseguição por parte dos policiais, mas que os suspeitos fugiram. A suspeita é que a perseguição foi uma encenação e que, na verdade, os PMs davam cobertura aos criminosos no homicídio.

"Não há confirmação da participação de PMs. É uma hipótese forte, e por essa razão os oito policiais foram presos administrativamente", diz o secretário estadual de Segurança Pública Fernando Grella após a divulgação das imagens.

Para a delegada Elizabete Sato, as imagens mostram pelo menos omissão por parte dos policiais. Segundo ela, uma das vítimas estava ao telefone quando os criminosos chegaram e essa pessoa que estava na linha afirmou ter ouvido os atiradores se identificando como policiais.