08 de julho de 2026
Polícia

Capotamento sem vítima, mas com muitas histórias

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Thiago Vendrami

Apesar da queda e do carro ter ficado destruído, o condutor não se feriu

Um capotamento ocorrido na madrugada deste sábado (6), no trevo que liga a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), conhecida como Bauru-Marília, ao bairro Vila Dutra, em Bauru, mobilizou Corpo de Bombeiros, SAMU e Polícia Militar Rodoviária. Não foi registrado vítima, mas diversas histórias contadas pelo condutor, que assumiu a verdade horas depois e após o fim de seu repertório. O homem recusou atendimento.

As primeiras versões de J. L. O., de 43 anos, indicavam que estaria com outros dois amigos retornando de algum lugar ‘que não é tão Marília’(sic) e foram fechados por uma carreta no trevo de acesso, quando estariam a 80km/h (na curva). Os demais teriam fugido do local, sem motivos aparentes.

Contraditório em todo o tempo, J. chegou a alegar que o trio estaria vindo de Val de Palmas e logo em seguida de Garça, de uma festa de

Barro nos pneus confrontava as versões do condutor

casamento que, por fim, seria um aniversário de pessoa desconhecida. Visivelmente embriagado, informava que estaria no banco de trás dormindo, que viu o clarão da carreta e fechou os olhos, não vendo mais nada. Ele teria comprado o carro, mas não passado para seu nome, e por não possuir habilitação, um condutor habilitado e ‘sem vícios’ estaria dirigindo.

Observando o local em busca de indícios, o 1º subtenente Carneiro começou a montar o ‘quebra-cabeça’, encontrando marcas de pneu em meio ao mato que margeia a rodovia e o acesso. Os pneus do veículo, um GM/Monza, estavam cobertos de terra, confrontando qualquer versão de que o carro estivesse no asfalto no momento do acidente. As marcas ligavam parte da contramão da rodovia ao local onde o mesmo estava.

Fim da 'trilha' marcada pelos pneus do Monza, antes de cair na alça de acesso da Vila Dutra à rodovia

Mesmo com o cenário do acidente vindo gradativamente à tona, J. tentava sustentar suas versões, podendo ser até verídica, caso estivesse protegendo alguém com poderes de atentar contra sua vida ou de algum familiar, caso houvesse envolvimento de suposto criminoso. Os policiais rodoviários consideraram todas as possibilidades.

O condutor, após horas de diálogo, acabou confessando não estar com ninguém no momento do acidente e se submeteu ao ‘bafômetro’, acusando 0,89 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões.

Com a constatação de embriaguez ao volante, J. foi conduzido ao plantão policial, onde a autoridade tomará as providências cabíveis.