11 de julho de 2026
Política

Sem Dudu, DEM também foca ?companhia?

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Sem a presença do presidente do partido, Dudu Ranieri, filiados e simpatizantes do DEM estiveram reunidos ontem pela manhã, quando discutiram também a dívida da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). Dudu não compareceu porque sofreu embolia pulmonar, em decorrência de um pico de pressão, no início da manhã de sábado.

Durante o encontro, presidido pelo vice-presidente da legenda em Bauru e ex-vereador, José Roberto Segalla, a sigla reiterou sua posição de cautela em relação ao pagamento da dívida. “O problema está sendo tratado apenas do ponto de vista político, quando entendemos que há o ponto de vista jurídico. Ele precisa ser avaliado”, destaca o vice-presidente do DEM.

Ele e os colegas defendem que a Caixa Econômica Federal não é apenas um agente financeiro porque tinha responsabilidade pela vigilância. “Durante esse tempo todo, ela não tomou nenhuma postura em relação à inadimplência. Hoje é cômodo apresentar tudo isso como dívida e exigir o pagamento sem a mínima responsabilidade nisso. É mais fácil discutir juridicamente do que assumir politicamente a responsabilidade, inclusive tirando outros municípios dessa participação”, explica.

 

No hospital

 

Enquanto a reunião era realizada na FIB, o presidente do DEM em Bauru, Dudu Ranieri, seguia hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Beneficência Portuguesa. Após passar mal em casa, foi socorrido pela esposa Marli Ranieri por conta da falta de ar. No entanto, como estava com o quadro estável, a filha e candidata à prefeita de Bauru na última eleição, Chiara Ranieri, participou do encontro.

Depois de cumprir com o compromisso partidário, ela visitou o pai, que pediu detalhes da reunião. Em janeiro, Dudu passou por problema semelhante. Sofreu uma isquemia sem sequelas, foi hospitalizado e, durante a noite, teve uma embolia. No dia seguinte, quando já estava no quarto, enfrentou um novo pico de pressão, que provocou o mesmo quadro respiratório. Na ocasião, ficou sete dias internado no Hospital da Unimed.

“A gente sabe que pode acontecer a qualquer hora e o socorro tem de ser muito rápido”, explica Chiara.