09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Presidente do Grêmio responde a Secretaria


| Tempo de leitura: 4 min

Em relação à crítica da mãe na Tribuna do Leitor em relação aos atos de vandalismos dos alunos, concordo com a mesma e discordo da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Educação, em texto publicado no dia 4 de abril, no qual a mesma defende que a escola não é um depósito de crianças. Pois eu estudo numa escola pública com falta de manutenção em materiais prioritários, como no caso das lousas. As melhorzinhas estão no andar de cima, em detrimento do funcionamento do curso do colégio técnico da ETC, ficando clara a política de discriminação entre alunos do mesmo prédio. No andar das salas das ETCS, tem uma lousa metade para uso de giz e outra metade para uso de canetões, mas mesmo assim é uma pobreza do Estado de São Paulo, que possui uma arrecadação de R$ 156 bilhões ao ano não termos lousas digitais e alunos com Lep tops. Temos que carregar livros grossos como a Bíblia nas costas, comprometendo nossas colunas. Há lâmpadas queimadas em várias salas de aulas e com vários ventiladores quebrados sem manutenção, o que prejudica a leitura da lousa e a ventilação e já faz um tempinho que os professores vão tomar o seu lanche no escuro da cozinha da escola.

Eu, como presidente do grêmio estudantil, observei e vi que a escola não tem nem extintor de incêndio, fatos esses denunciados por mim à Ouvidoria do Estado, e logo depois, "talvez por coincidência??, compraram os extintores (porém, até o presente momento não foram instalados). O mesmo fato fiz com o Jardim, denunciando, pois antes de tudo havia conversado com a atual direção que não tomou providências, então denunciei na Ouvidoria, e assim foram comprados extintores e o jardim foi limpo. Logo após as denúncias, os bebedouros d?àgua, não existem data alguma em que foi feita a manutenção. Os alunos do grêmio desafiam. E eu pergunto, será que foram tomadas providência para sanar tal problema dos urubus que defecam em cima das caixas d?água? Então, não somos somente um número e não importa se morrermos de hepatite? Ou é porque eu não tirei foto de lá de cima e mandei na Ouvidoria denunciando? Será que é por isso que não tomaram as providências? O fato é que as coisas só andam quando alguém denúncia, o povo leitor do jornal saberá julgar o que digo. Não estamos mais vendo giz colorido, pois é mais interessante pedagogicamente e não há um número ideal em termos de quantidades de alunos. Essa tal Aprovação Automática, que a Secretaria da Educação chama de Progressão Continuada, tem levado os alunos a não mais quererem fazer as atividade solicitadas pelos professores, afinal de contas, todos irão passar mesmo, não precisa de professor. Os professores tentam fazer os alunos produzirem em sala de aula, mas infelizmente muitos não possuem motivação para as atividades e acabam entrando em conflito com os professores que tentam das tripas o coração tirar um trabalho para finalmente fechar o bimestre. Tenho observado e conversado muito com os professores e os bons alunos e os mesmos reclamam que muitos vêm para a escola para atrapalhar quem quer estudar, enfim, não existem mecanismos sócio-educativos que corrijam casos graves.

A Secretaria da Educação alega que os alunos com atos de vandalismo foram levados para delegacia e aí perguntamos: para quê? Para onde irão esses estudantes? Transferidos de volta para o Ernesto Monte, sendo que tais alunos vieram de lá como medida punitiva e sócio-educativa? Isso tudo não seria pura enrolação, criando uma legislação do empurra e empurra, como se fosse bolinha de ping pong? Então vamos parar de enganar a população dizendo que a escola não é deposito de alunos, pois é também de professores que estão sofrendo no dia a dia e não há uma medida favorável a eles, pois se fossem os filhos dos supervisores e da Dirigente de Ensino, caso tenham, estariam na escola pública e não na particular. A escola pública só não está pior em detrimento da garra e da luta dos professores do ensino público, especialmente do Christino Cabral. Relatei à Diretoria de Ensino o descumprimento da lei Lei No 5.700, de 1 de setembro de 1971, que diz: Parágrafo único - nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamento solene da Bandeira Nacional, durante o ano letivo, pelo menos uma vez por semana.

Denunciei via Ouvidoria o caso, em que em muitas escolas em Bauru, especialmente na minha, não é cumprida a lei, e a resposta da dirigente de ensino Gina Sanches foi dizer que iria verificar, quando é fato notório na escola que não é cumprido a lei, aliás, essa semana mesmo ela disse que iria "orientar?? a escola a cumprir e não foi cumprida. Esse é o Estado onde as leis são cumpridas? convido a todos a uma reflexão sobre a verdadeira face em que se encontra a educação.


Kaio Ruiz - Presidente do Grêmio Da E.E Christino Cabral