10 de julho de 2026
Internacional

Capriles desafia Maduro e realiza megacomício em reduto chavista


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Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Henrique Capriles está otimista com eleição de domingo

Henrique Capriles, candidato de oposição à presidência da Venezuela, convocou ontem milhares de seguidores para um comício no centro da capital Caracas, em um reduto histórico chavista, desafiando o presidente interino e também candidato, Nicolás Maduro, a apenas uma semana das eleições.

A avenida Bolívar, que normalmente é tomada pelo vermelho usado por seguidores do ex-presidente Hugo Chávez, ficou abarrotada de opositores que vestiam amarelo, azul e vermelho, cores da bandeira venezuelana.

Milhares de venezuelanos chegavam de diversos pontos da capital para reunir-se com o candidato, que no próximo domingo tentará chegar à presidência do país pela segunda vez em seis meses.

Ele concorreu em outubro contra Chávez, morto em 5 de março depois de lutar por dois anos contra um câncer originado na pélvis, e perdeu por 55% contra 44% na ocasião.

“Como vai a [avenida] Bolívar? Me dizem que são milhares e milhares caminhando pelas ruas de nossa Caracas. Bravo! Somos milhões e no [dia] 14 ganharemos”, escreveu Capriles, ex-governador de Miranda, o segundo Estado mais populoso da Venezuela, em sua conta no Twitter.

Apesar do otimismo, no entanto, o político de 40 anos aparece na maioria das pesquisas com pelo menos 10 pontos percentuais atrás de Maduro.

Designado pelo próprio Chávez como seu sucessor, Maduro tenta se mostrar capaz de continuar o legado de seu padrinho, propondo seguir o caminho do “socialismo do século 21” no país.

Capriles, por sua vez, defende um governo que diz ser inspirado no de Lula, ex-presidente do Brasil, que em dois mandatos retirou 20 milhões de pessoas da pobreza.

 

 

Maduro fala em plano para matá-lo

 

O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na noite de ontem que os Estados Unidos e a oposição venezuelana estão fazendo um plano para matá-lo antes das eleições presidenciais de 14 de abril. Ele disputa o cargo com o opositor Henrique Capriles.

Segundo Maduro, os ex-embaixadores americanos Roger Noriega e Otto Reich estão montando um plano de conspiração ao lado da “direita” de El Salvador, na América Central. O presidente diz que o grupo contrataria mercenários salvadorenhos para assassiná-lo.

Para o mandatário, eles ainda pretendem sabotar a rede elétrica venezuelana, que enfrenta diversos apagões nos últimos anos, e aumentar o número de homicídios na Venezuela, que tem a taxa mais alta da América do Sul.

A intenção, de acordo com Maduro, é desestabilizar o governo e aliados chavistas para tentar um golpe para empossar os candidatos opositores.

Desde o início da campanha, ele diz ser vítima de uma conspiração dos EUA e da oposição contra sua candidatura e seu período de presidente interino.