A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva, informa que o Instituto Adolfo Lutz confirmou três novos casos de leishmaniose visceral americana (LVA), referentes a 2013, em Bauru.
Segundo assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru, foram uma mulher 44 anos, moradora do Jardim Vânia Maria, tratada no Hospital Manoel de Abreu; uma criança 12 anos, moradora do Jardim Bela Vista, tratada no Hospital Estadual de Bauru; e um homem de 42 anos, morador do Jardim Redentor, tratado no Hospital Manoel de Abreu.
Assim, em 2013, Bauru totaliza, até o momento, sete casos de LVA, com um óbito. Em 2012, foram totalizados 35 casos da doença e três óbitos, sendo dois com sintomas iniciados em 2011 e um com início dos sintomas em 2012.
A Doença
Os principais sintomas da leishmaniose visceral no homem são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.
Em casos do aparecimento de alguns dos sintomas acima, deve-se procurar imediatamente a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência para o possível diagnóstico da doença e as demais providencias necessárias.
A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Não é contagiosa, nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. No caso de prevenção contra leishmaniose, é necessário evitar a proliferação do mosquito Palha transmissor da doença.
Na área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. É, por lei, proibido tratar o animal, sendo obrigatória a eutanásia.
Cuidados
· Eliminação diária das fezes acumuladas dos animais
· Recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo
· Evitar árvores frutíferas de grandes copas, que proporcionem sombra constante e que mantendo a umidade do solo o que facilita a decomposição da matéria orgânica depositada sob as mesmas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.
· A Vigilância alerta também que é proibida a criação de animais tais como porcos e galinhas em área urbana, principalmente pela preferência do mosquito palha por estes locais.