Os 130 funcionários do Hospital Manoel de Abreu estão na dependência da prorrogação de convênio entre Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Secretaria de Estado da Saúde para receberem os salários atrasados.
A secretaria explica, por intermédio da assessoria de imprensa, que encaminhou proposta para prorrogação do convênio vigente à reitoria da universidade. O envio da proposta ocorreu na semana passada e a pasta aguarda a assinatura do contrato para dar andamento aos trâmites de liberação de recursos.
Médicos, enfermeiros e corpo técnico administrativo ainda não comentam abertamente sobre os efeitos da falta de pagamento dos salários. Uma funcionária fez contato com o JC ontem para alertar sobre o atraso salarial na unidade hospitalar. Contudo, ela evitou dar detalhes ou mesmo ser identificada na matéria.
Fundado em 29 de janeiro de 1951, o então Hospital Manoel de Abreu tornou-se Hospital Estadual Manoel de Abreu em 3 de abril de 2008, quando passou a ser administrado pela Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) por meio da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).
A Famesp esclareceu ontem, em nota, estar impedida em 2008, quando foi firmado convênio com a Secretaria de Estado da Saúde e Unesp para administrar o hospital, porque a fundação não tinha caráter de Organização Social de Saúde (OSS), portanto não havia condições para fechar parceira com o Estado nessa modalidade.
Administrado nos mesmos moldes de gestão do Hospital Estadual de Bauru, o Manoel de Abreu é referência em internação de clínica médica e moléstias infecciosas para pacientes de 68 municípios do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6).