11 de julho de 2026
Política

?Questões burocráticas não podem impedir ações imediatas?, diz vice


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Estela Almagro (PT) espera que, após mais de três anos, os trâmites burocráticos para que seja consolidada a transferência da área da União para o município se dê em 30 dias. Coordenadora do ‘Minha Casa Minha Vida’, em Bauru, ela afirma que o programa irá atender a 257 famílias de quatro favelas dentro desta gleba.

No entanto, ela diz conhecer os problemas enfrentados pela população da comunidade do Jardim Europa e afirma que soluções imediatas precisam ser dadas. “A reivindicação da ponte chegou a mim em 2010 e eu conversei, à época, com o então secretário de Obras, Eliseu Areco. É uma situação que impede que aquelas pessoas tenham contato com comércio, trabalho e escola, e precisa ser sanada. As questões burocráticas não podem impedir ações imediatas”.

A petista se comprometeu a receber o grupo de moradores que clamou pelas melhorias na sessão da Câmara Municipal de ontem.

Remoção

Estela Almagro explica que o ‘Minha Casa Minha Vida’ vai remover as famílias das favelas do Jardim Europa, Ilha de Capri, Parque das Nações e Jardim Iolanda para uma área dentro dos 12 hectares onde está, hoje, a primeira comunidade. “Não ficarão no mesmo local porque há um córrego ali. Mas será em um local imediatamente próximo”.

A petista explicou que a construtora Gobbo já foi escolhida, a partir de um chamamento público, para construir 257 casas de três dormitórios. “As construções só não aconteceram porque a Caixa Econômica Federal (CEF) não autoriza construções enquanto a área não for do município definitivamente”, pontua.

Desde 2009, a prefeitura possui a guarda provisória da área. Estela explica que a transferência definitiva dependia de procedimentos burocráticos que são morosos. Em outubro, o processo estava nos cartórios. “Essa etapa já foi vencida.

Agora a documentação será enviada da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), em São Paulo, para Brasília. Depois, haverá a publicação do Diário Oficial da União. Tenho a expectativa de que isso aconteça em 30 dias”.


'Gatos perigosos'

A comunidade da favela Jardim Europa também sofre com os gatos de energia elétrica. Apenas alguns moradores têm ligações. Os vizinhos se utilizam e pagam por elas. “Tem meses que cobram R$ 120,00 de mim. A gente fica refém do preço”, conta Rosalina de Souza Guedes.

Além disso, os gatos de energia são perigosos. À TV Câmara, Maria Aparecia Salvador relata que sua casa pegou fogo por conta da fiação. “Por pouco a minha família não morreu queimada”.


Giasone visita

Após desmarcar a reunião na semana passada, o presidente do DAE, Giasone Candia, visitou os vereadores de Bauru durante o intervalo da sessão legislativa de ontem. Ele se colocou à disposição da Câmara Municipal, que se posicionou sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a reestruturação do organograma da autarquia, que tramitam na Casa.

“Deixamos claro que só votaremos o primeiro, depois de aprovado o segundo. Não faz sentido ser diferente”, explicou Sandro Bussola.