09 de julho de 2026
Nacional

Marco Feliciano volta a fechar reunião

Folhapress
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Após enfrentar novos protestos, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), voltou a restringir o acesso do público na reunião.  A medida foi tomada após seis minutos da abertura do encontro, no qual Feliciano voltou a ser hostilizado por ativistas que, aos gritos, o chamavam de racista e homofóbico, além de o acusarem de incitar o ódio. O deputado foi defendido por um grupo de 40 evangélicos, que lotaram a sala e pediam para que ele ficasse.

A reunião foi suspensa e transferida para outra sala. Feliciano chegou a pedir respeito aos manifestantes. “Peço que vocês se comportem com a educação que teriam se estivessem em casa”. O apelo não teve efeito.

Manifestantes dos dois grupos foram contidos por seguranças da Câmara, iniciando um tumulto, com empurra-empurra. Ninguém foi detido.  Na semana passada, para evitar protestos, Feliciano aprovou requerimento fechando por tempo indeterminado as reuniões da comissão. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), porém, derrubou a proibição. Ficou acertado, no entanto, que diante de tumultos as reuniões poderiam ser fechadas.

Aliados de Feliciano, maioria na comissão, questionaram a decisão de Alves. O deputado Pastor Eurico (PSB-PE) disse que o comando da Câmara tinha passado por cima de deliberação da própria comissão. Tumulto

Depois de a reunião ter sido suspensa, a deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que obstruiria a pauta da sessão porque não reconhecia a presidência de Feliciano. Ela questionou ainda que pediu para falar por quatro vezes e não foi concedida pelo deputado. A petista ainda cobrou a leitura da ata da reunião passada.

Ela foi rebatida pelo deputado Takayama (PSC-PR), que a chamou de mal educada.

O deputado Henrique Afonso (PV-AC) acusou a deputada de ser intolerante. “A senhora não consegue viver na sociedade e manifestar tolerância. É a intolerância do PT, do PSOL”, afirmou. “Se essa moda pega, se a onda pega, vamos ter dificuldades de estabelecer uma relação”.

Oração

Dispostos a dar sustentação a Feliciano, um grupo de 40 evangélicos chegou com duas horas de antecedência na sala da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.  Antes do início da reunião, os religiosos fizeram orações e discursos em defesa do deputado.

Com a sala praticamente lotada por evangélicos, em um primeiro momento, a Polícia Legislativa estava restringindo a presença de ativistas contrários a Feliciano, mas depois liberaram. Antes do tumulto, os dois grupos estavam com cartazes, sendo que um deles lembra a cantora Daniela Mercury, que assumiu a homossexualidade na semana passada e criticou Feliciano.


Feliciano atribui sucesso de Caetano ao diabo

Em um novo vídeo publicado anteontem na Internet, Marco Feliciano diz que Caetano Veloso vendeu 1,5 milhão de cópias de um CD por ter sido “tocado” pelo diabo. Feliciano diz que, apesar de outros cantores já terem interpretado a canção “Sozinho”, principal música do CD em questão, apenas a versão de Caetano teria sido um sucesso de vendas em 1998.

“Alguns anos atrás, um cidadão sentado em um banquinho, fazendo um show com uma viola, cantou uma música cujo nome é ‘Sozinho’e em uma semana e meia vendeu 1 milhão de cópias. O pessoal da mídia foi rastrear a música e descobriram que Sandra de Sá gravou a música e Tim Maia também, e ninguém canta melhor que os dois”, disse Feliciano, em um culto sem data divulgada.

Segundo pastor, em entrevista, o cantor disse que suas músicas fazem sucesso porque são abençoadas pelo diabo.  “Caetano disse ‘é simples. O meu segredo é Mãe Menininha do Patuá (sic), antes de gravar eu levo pra ela e canto pra ela. Ela, possuída pelos orixás, diz assim: pode gravar que eu abençoo” contou para a plateia. “Você entendeu ou não? Não subestime o diabo porque ele tem poder”, explicou.