O governo britânico prepara uma grande operação para reprimir possíveis protestos no funeral da primeira-ministra Margaret Thatcher, na próxima quarta-feira. Segundo estimativas da imprensa do Reino Unido, toda a cerimônia deve custar em torno de 10 milhões de libras, o equivalente a cerca de R$ 30 milhões.
As ações de segurança serão coordenadas pela Scotland Yard e pelo serviço secreto MI-5. Os agentes já começaram a monitorar a internet e a movimentação de sindicatos para combinar manifestações.
A principal preocupação é com militantes da esquerda e de grupos republicanos da Irlanda do Norte. Em 1984, Thatcher escapou de um atentado do IRA em Brighton, no sul da Inglaterra.
Quando a notícia da morte dela foi divulgada, na última segunda-feira, houve comemorações em ao menos cinco cidades, incluindo Londres e Glasgow, na Escócia.
O Palácio de Buckingham confirmou que a rainha Elizabeth 2ª participará do funeral. Ela não presta este tipo de homenagem a um ex-chefe de governo desde a morte de Winston Churchill, em 1965.
Anteontem o Parlamento britânico interrompeu o recesso para uma sessão solene em memória de Thatcher.
O primeiro-ministro David Cameron, do Partido Conservador, disse que a conservadora foi uma “líder extraordinária e uma mulher extraordinária”. “Ela fez história. Que este seja o seu epitáfio: ela fez este país voltar a ser grande.”