Estudantes da escola estadual Padre Antônio Jorge de Lima, no núcleo habitacional Nobuji Nagasawa, ficaram sem aula ontem. Motivo: o estabelecimento educacional foi invadido, no domingo à noite, e, além do furto de objetos, acabou incendiado. Móveis e demais objetos da sala dos professores foram totalmente destruídos.
O caso foi registrado no Plantão da Polícia Civil. Em boletim de ocorrência, a direção da escola, que não se pronunciou à reportagem, cuja entrada no interior da escola não foi permitida, relata o furto de uma CPU de computador, além de um forno micro-ondas da sala aonde foi iniciado o incêndio, após a retirada dos equipamentos.
Nas portas da escola, a justificativa para o cancelamento do dia letivo, que afetou mais de 700 alunos, nos três turnos de aula, apresentado em cartazes colados no portão, era “manutenção no sistema elétrico” do estabelecimento de ensino.
Até ontem à tarde, os responsáveis pela invasão, furto e depredação da escola ainda não haviam sido localizados. A Polícia Civil investiga o caso.
Além do registro do boletim de ocorrência e solicitação de policiais militares ao local, a direção da unidade escolar, que considera o episódio uma “tentativa de incêndio”, confirma a reposição dos equipamentos retirados pelos ladrões.
Queixa e providências
Desde o início do mês, escolas da cidade têm sido presença constante nos registros policiais.
Furtos, ameaças de alunos contra professores e diretores, além de depredação do patrimônio público, como o ocorrido anteontem na escola do núcleo habitacional Nobuji Nagazawa, são as naturezas de delito mais comuns nos altos.
Os casos ocorrem tanto em escolas municipais quanto estaduais. Para representantes dos educadores, os estabelecimentos de ensino carecem de segurança reforçada.
“O primeiro passo é o governo admitir, de fato, a existência do problema da violência rondando as escolas. O segundo é sentar com comunidade e professores e discutir uma solução”, cobra Idenilde de Almeida, coordenadora da subsede de Bauru do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Em nota, através da assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a Diretoria Regional de Ensino de Bauru alega que todas as providências necessárias já foram tomadas.