09 de julho de 2026
Regional

Polícia não tem pistas de comerciante

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Fala Cidade/ Divulgação

Veículo do comerciante Fernando Branco foi encontrado em canavial

A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) iniciou as diligências para tentar esclarecer o desaparecimento do comerciante bauruense Fernando Antônio Branco, de 38 anos, proprietário de tradicional restaurante e marmitaria na vila Souto, região da vila Falcão (leia mais abaixo). Até o final da noite, porém, a polícia e a família não tinham qualquer pista sobre o paradeiro dele.

Os policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais/Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DIG/Dise) de Jaú dividiram-se em duas equipes. Enquanto o delegado Gustavo Alonso Garmes, que coordena as investigações, ficou em Jaú – onde o veículo do comerciante foi encontrado anteontem – o delegado Edmilson Bataier esteve em Bauru para ouvir familiares e tentar traçar o itinerário feito por ele no dia do seu desaparecimento.

Segundo Garmes, a polícia está trabalhando com algumas linhas de investigação que ele prefere não revelar ainda para não atrapalhar os trabalhos. Ele adianta que, além da quebra do sigilo telefônico do celular de Branco, solicitou à concessionária Centrovias imagens das câmeras da praça de pedágio localizada na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), que liga Bauru a Jaú.

De acordo com o delegado, o comerciante foi visto pela última vez pela esposa, na terça-feira de manhã, entre 5h30 e 5h50. “A esposa fechou o portão para ele, ele foi embora e foi a última vez que a gente teve notícias”, conta. “Ele iria passar na feira, depois no Ceagesp e depois iria até o restaurante, onde sempre chegava antes das 7h. Pelo que a gente conseguiu levantar, ele não chegou nem a ir para a feira”.

Uma familiar de Branco, que pediu para ter o nome preservado, também optou por não informar detalhes sobre o que foi passado à polícia para não atrapalhar a investigação. “A única coisa que a gente sabe é que ele saiu para trabalhar e não chegou no trabalho”, declarou. “É lógico que a gente começa a supor uma série de coisas, mas nada concreto”.

Segundo ela, o comerciante é caseiro, não tem o hábito de ficar sem dar notícias e não tem inimigos ou dívidas. “Ele é uma pessoa muito família, um trabalhador”, afirma. “Eu gostaria só que, se alguém tiver notícias, entre em contato o mais rápido possível”. Os telefones de familiares para informações que possam levar ao encontro do comerciante são (14) 3206-2470/ (14) 8827-3614/ (14) 9133-1105/ (14) 9798-8625 e (14) 9646-7515.

Mistério

Conforme divulgado com exclusividade pelo JC, o carro do comerciante bauruense Fernando Antônio Branco, o Golf prata, placas CTI-1067, de São Paulo, foi encontrado pelo fiscal de uma usina, por volta das 11h30, abandonado num matagal às margens da rodovia Engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225), a Jaú-Brotas, na altura do quilômetro 170 mais 300 metros.

Segundo a DIG/Dise, o veículo estava intacto, com as portas abertas e a chave no contato. A Polícia Militar (PM) foi acionada e, dentro dele, foram encontrados um aparelho de som automotivo, notebook, mochila com documentos, inclusive do Golf, e um só pé de tênis. Como o Golf não estava no nome de Branco, a polícia só conseguiu localizar seus familiares por meio do cartão da seguradora.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o pai e o irmão do comerciante estiveram no local. O veículo não tinha marca de violência, sinais de luta corporal ou de que tenha se envolvido em um acidente e nem vestígios de sangue. Durante algumas horas, o Helicóptero Águia sobrevoou a região, mas Branco não foi encontrado. Qualquer informação sobre ele também pode ser passada à Polícia Civil de Jaú através do telefone (14) 3621-1399.