08 de julho de 2026
Internacional

FBI interrogou em 2011 um dos suspeitos do atentado em Boston

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O FBI (polícia federal norte-americana) interrogou em 2011 o mais velho dos dois irmãos suspeitos de executar as explosões em Boston na segunda-feira (15), que deixou três mortos e mais de 170 feridos, atendendo ao pedido de um governo estrangeiro não identificado.

A conversa do FBI com Tamerlan Tsarnaev - que morreu na quinta-feira durante um tiroteio com a polícia -, no entanto, não produziram qualquer informação "depreciativa" e o assunto foi deixado de lado.

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"O pedido foi feito com base na informação de que se ele [Tsarnaev] era um radical islâmico", informou a polícia federal norte-americana, em nota, "e que ele havia mudado drasticamente desde 2010, quando ele se preparava para deixar os Estados Unidos para viajar a uma região de seu país para se juntar a grupos não identificados".

A entidade disse que checou informações do suspeito no banco de dados do governo norte-americano e outras informações, como ligações telefônicas e sites associados à promoção da atividade radical, além de entrevistar o próprio Tamerlan Tsarnaev e membros de sua família.

"O FBI não encontrou nenhuma atividade terrorista, doméstica ou estrangeira, e esses resultados foram informados ao governo estrangeiro no verão de 2011", disse a corporação, que se negou a dizer qual país tinha feito a requisição. "O FBI pediu mas não recebeu mais informações específicas ou adicionais do governo estrangeiro."

Perseguição

Tamerlan Tsarnaev, 26, era residente permanente nos Estados Unidos e seu irmão, Dzhokar Tsarnaev, 19, cidadão americano naturalizado. O irmão mais novo está atualmente sob custódia da polícia e internado em um hospital.

Segundo o FBI, Tsarnaev ainda não foi acusado de nenhum crime e é inocente presumido.

Ontem, a mãe dos dois rapazes disse que o mais velho estava sob vigilância do FBI há pelo menos três anos, acreditava na inocência de seus filhos e tudo não passava de uma armação. "Ele foi monitorado pelo FBI por três a cinco anos."

"Eles sabiam o que o meu filho estava fazendo, sabiam o que ele acessava na internet", disse a mãe, que vive na região do Daguestão. "É realmente algo difícil de se ouvir. E, sendo uma mãe, o que posso dizer é que tenho certeza. Tenho, assim, 100% de certeza de que isso é uma armação".