Aproximadamente oito pessoas se reuniram ontem, no Calçadão da Batista, para a Passeata Pública Cristã, organizada pelo pastor da igreja evangélica Catedral Resgatando Vidas, Reinaldo Bráz, de 36 anos. Segundo ele, o movimento tinha o objetivo de atender a um chamado do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, mas é acusado por militantes de homofobia, racismo e sexismo.
“Não concordamos com tudo o que ele diz, mas precisamos defender a liberdade de opinião cristã”, explica o pastor. Segundo ele, outras mobilizações estavam programadas para acontecer no sábado em diversos municípios do País.
A divulgação do ato foi feita pelas redes sociais, com divulgação também no rádio, mas Bráz atribui o baixo número de adesões ao fato de “o próprio povo evangélico ser muito complicado”.
Agno Luidgi Zelnys Carlos, 23 anos, era um dos manifestantes presentes no ato, que, sem cartazes, mal foi percebido por quem passava pelo Calçadão. “A ditadura gay quer calar a voz dos cristãos”, declarou.
Em Bauru, já aconteceram dois atos de repúdio à permanência de Feliciano na comissão parlamentar. O primeiro deles reuniu mais de 100 pessoas. Já no segundo, a adesão foi inferior, embora tenha superado o ato em prol do deputado.
Está na pauta da sessão legislativa de amanhã a moção de repúdio contra Marco Feliciano, proposta pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal.