08 de julho de 2026
Esportes

Boxe: medalhista olímpica é cortada e expõe crise

Wilson Baldini Jr.
| Tempo de leitura: 1 min

O boxe olímpico feminino do Brasil está em crise. Adriana Araújo, Roseli Feitosa (campeã mundial em 2010) e Érika Mattos, representantes brasileiras nos Jogos Olímpicos de Londres no ano passado, foram cortadas da Seleção, que inicia treinos para a disputa da Olimpíada do Rio em 2016.

Revoltadas, as atletas afirmam que se trata de uma retaliação do presidente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), Mauro José da Silva, a quem chamam de “ditador”, por causa das críticas feitas por elas após a disputa da Olimpíada no ano passado. Com a saída da Seleção, as boxeadoras deverão perder a ajuda do patrocinador (Petrobrás) e do Bolsa-Atleta.

Adriana Araújo foi medalha de bronze em Londres na estreia do boxe feminino no programa dos Jogos Olímpicos. Após perder para a russa Sofya Ochigava e ficar com o terceiro lugar, a primeira medalha na modalidade desde que o peso mosca Servílio de Oliveira ganhou outro bronze no México, em 1968, ela disparou em tom áspero contra o dirigente: “Essa medalha serve para calar a boca do presidente da Confederação, que nunca acreditou em mim e no boxe feminino”.

Mauro José da Silva disse que não houve retaliação, pois se houvesse ela teria saído da Seleção logo após os Jogos de Londres. Segundo o dirigente, Adriana se apresentou depois das férias com 14 quilos acima dos 60 quilos de sua categoria. O presidente da CBBoxe afirmou que as modificações na equipe estão sendo feitas por questões técnicas e com análise dos treinadores.