09 de julho de 2026
Bairros

Polícia Ambiental apura desmatamento

Bruna Dias com Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Um homem, que pediu para não ser identificado, denunciou ao JC um desmatamento de mata nativa que ocorreu na noite de anteontem, às margens do acesso Horácio Pyles (fim da avenida Rodrigues Alves), na altura do Jardim Tangarás, sentido Centro-bairro. A equipe do JC esteve no local e flagrou a ação.

A área exata fica ao lado do depósito de uma grande empresa de materiais de papelaria e em frente a uma distribuidora de água e refrigerantes existentes no bairro.

De acordo com o denunciante, quatro caminhões estariam trabalhando na derrubada de árvores remanescentes do cerrado, entre o final da tarde e 22h de anteontem.

“Eu fui à igreja e, quando voltei, eles ainda estavam lá limpando a área. Aquilo é mata nativa e tem nascente por perto. Liguei para a Polícia Militar Ambiental, mas eles disseram que não tinham viatura para ir até lá aquela hora”, contou, indignado, o homem de 59 anos morador do Jardim Tangarás, região do suposto desmatamento.

Denúncia

Diante da situação, o morador ligou para a equipe de reportagem do JC, que esteve no local por volta das 22h para registrar a cena. Ao notarem a presença da câmera fotográfica, os trabalhadores que operavam o maquinário se embrenharam em meio à mata.

Questionada sobre o fato, a Polícia Militar (PM) Ambiental confirmou ao JC, na tarde de ontem, que a área é um espaço com vegetação nativa do cerrado. “Os policiais foram até o local da denúncia e constataram que se trata de uma área de vegetação nativa do cerrado. No total, foram retirados cerca de sete hectares de vegetação do local”, explicou o 1º tenente Leo Artur Marestoni, comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Bauru.

No entanto, até o fechamento desta edição, não ficou claro se se trata de um caso de desmatamento, apesar da ampla vegetação extraída do espaço, segundo Marestoni. “Primeiro estamos realizando diligências para apurar se existe um dono deste local. Se houver proprietário, vamos averiguar se ele possui autorização para a retirada da mata nativa. Se ele tiver uma autorização de um órgão competente, tudo bem. Caso contrário, esse proprietário estará cometendo um crime ambiental, que é a supressão de vegetação nativa sem autorização”, completou.

A multa, neste caso, seria de R$ 5 mil para cada hectare desmatado. Até o fechamento desta edição, a polícia ainda não tinha certeza sobre o registro da área e continuaria as diligências para encontrar o suposto dono hoje.


Investigação

Em contato com o delegado titular do Distrito Policial (DP) de Crimes Ambientais de Bauru, Dinair José da Silva, a reportagem foi informada de que o caso será investigado.

“Iremos colher informações e identificar os possíveis autores para saber o que de fato está ocorrendo. Pode ser que o local tenha dono, mas nos causa estranheza a forma com que essa vegetação estava sendo extraída do local, às 22h”, afirmou Dinair.

A reportagem do JC voltou ao local na tarde de ontem e notou a presença de uma viatura da Secretaria Estadual do Meio Ambiente no local. Funcionários que ali estavam disseram que não poderiam falar com a reportagem sem autorização prévia.