10 de julho de 2026
Política

Vereador responsabiliza governo por "aperto" no orçamento e critica PAC

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

O aperto orçamentário da Prefeitura de Bauru, apontada por reportagem do JC na semana passada, repercutiu na sessão da Câmara Municipal de ontem. O oposicionista Lima Júnior (PSDB) acusou o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) de tentar desviar sua responsabilidade sobre a situação.

O tucano afirmou que não são verdadeiras as afirmações do chefe do Executivo, que alegava “queda de arrecadação” para adiar a discussão em torno do pagamento da dívida da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). “Só não houve o crescimento que o governo esperava”, pontuou.

Segundo Lima, Rodrigo tenta induzir a opinião pública a acreditar que ele não tem culpa pelo aperto do orçamento. “Agora bateu o desespero porque perceberam que a sociedade está cobrando uma gestão mais responsável”.

O tucano afirmou ainda que o baixo repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao município é consequência da ausência de políticas do governo municipal para atrair empresas e investimentos em Bauru. “Não é culpa do governo do Estado o fato de a participação da cidade na divisão do bolo ter sido reduzida”, afirmou.

Lima chamou ainda de suicídio, do ponto de vista de gestão, a implantação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da prefeitura. “O gasto cresceu, mas os serviços não melhoraram”, bradou.

PAC

O vereador criticou também a tentativa do prefeito em financiar R$ 41 milhões para asfaltar 700 quadras da cidade a partir de aprovação de projeto contemplado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pagamento do empréstimo teria carência de quatro anos.

“O Rodrigo fez o asfalto, no primeiro mandato, com o dinheiro que o [ex-prefeito] Tuga [Angerami] deixou. Agora quer fazer o resto e deixar a conta para o próximo. Isso não é gestão responsável”.

Fabiano Mariano (PDT) rebateu as críticas, lembrando que a pavimentação é um anseio da população. Roque Ferreira (PT) afirmou que caso a Câmara Municipal não aprove a adesão ao PAC, ficará desmoralizada para reivindicar esse tipo de serviços ao Poder Executivo.