O segundo dia de greve dos professores da rede estadual em Bauru teve aproximadamente 20% de adesão na região de Bauru. A Diretoria de Ensino abrange 15 municípios, onde trabalham cerca de 4.200 docentes.
De acordo com Idenilde de Almeida Conceição, coordenadora da subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) em Bauru, ontem o comando de greve percorreu diversas escolas da cidade. “O movimento está crescendo e acredito que está perto dos 20% de adesão na região de Bauru. Amanhã (hoje) continuaremos percorrendo as escolas”, disse.
Idenilde revela que está marcada para amanhã, às 9h, uma reunião com o secretário de Educação, Herman Voorwald, para que ele apresente sua proposta. “Independente do que acontecer nessa reunião, vamos manter a nossa assembleia na sexta-feira, às 14h, no vão do Masp em São Paulo”, acrescentou.
O informativo da Secretaria de Educação aponta que o registro de faltas teve ontem oscilação de apenas 1,9% do total de docentes em relação à média diária de ausências, de aproximadamente 5%. “Vale ressaltar que o andamento das aulas e o calendário escolar permanecem inalterados e que os pais devem levar seus filhos à escola. A rede estadual dispõe de 55.084 professores eventuais para suprir ausências pontuais de docentes titulares”, informou a pasta, em nota.
Reivindicações
Os professores da rede estadual reivindicam reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012; cumprimento da lei do piso - no mínimo 33% da jornada para atividades de formação e preparação de aulas -, fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial, entre outros pontos. Está prevista para sexta-feira uma nova assembleia da categoria para decidir os rumos da greve.
A Educação rebate, afirmando que a valorização dos professores e demais funcionários da rede estadual de ensino está entre as prioridades do governo do Estado, que implantou em 2011 uma inédita política salarial e que na semana passada encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei complementar para conceder novo aumento aos profissionais da Educação. Os 8,1% de acréscimo propostos elevam de 42,2% para 45,1% o aumento escalonado até 2014.