09 de julho de 2026
Nacional

Confiança do consumidor brasileiro interrompe queda e fica estável

Reuters
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A confiança do consumidor brasileiro parou de cair, depois de seis recuos consecutivos, e ficou estável em abril no menor nível dos últimos três anos, em meio a preocupações com a inflação, juros e o mercado de trabalho, informou anteontem a Fundação Getulio Vargas.

O Índice de Confiança do Consumidor da FGV ficou estável 113,9 pontos em abril, mesma leitura de março, quando o índice recuou 2 por cento, para o pior nível desde março de 2010.

De acordo com a FGV, a piora nas avaliações sobre o presente foi compensada por uma melhora das expectativas em relação aos meses seguintes.

O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,3 por cento, passando de 124,5 pontos em março para 121,6 pontos em abril. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,5 por cento, de 108,0 para 109,6 pontos no período.

“A incerteza em relação à economia se reflete na avaliação sobre o mercado de trabalho, mas a inflação é uma preocupação mais forte, junto com taxa de juros”, disse a economista da FGV, Viviane Seda. “O cenário deste ano é que o consumidor está muito preocupado com o mercado de trabalho e que as contratações não vão aumentar”, completou ela.

De acordo com a FGV, a projeção de inflação dos consumidores subiu de 6,7 para 6,8 por cento entre março e abril, e a parcela dos que acreditam que os juros voltarão a subir nos próximos meses avançou de 44 para 52,4 por cento.

O indicador de satisfação com a situação econômica local recuou 6,7 por cento em abril, ao passar de 90,8 para 84,7 pontos, o menor nível desde setembro de 2009 (81,0).