08 de julho de 2026
Regional

Servidores decidem hoje sobre greve

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Assembleia marcada para hoje, às 18h, no Balneário Aristides Coló, na vila Nova, irá decidir se os servidores públicos municipais de Jaú (47 quilômetros de Bauru) entram ou não em greve a partir de amanhã. Ontem, durante conversa com o Sindicato dos Funcionários da Prefeitura, Autarquias e Empresas Municipais de Jaú (Sinfunpaem), a prefeitura teria sinalizado com a possibilidade de apresentação de nova contraproposta.

Durante todo o dia, o sindicato realizou “manifestações setoriais” para conversar com os funcionários. Às 5h30, o movimento teve início no setor de coleta. Na sequência, os diretores realizaram assembleia com manifestação no Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja), seguida de visitas pontuais a várias repartições públicas.

A convite da prefeitura, integrantes do sindicato também reuniram-se com a secretária interina de Administração e Gestão de Recursos Humanos, Ana Carolina de Andrade Martins. “Ela sinalizou possível apresentação de uma nova proposta”, conta a presidente da entidade, Eliana Aparecida Contarini, o que não havia ocorrido até o fim da tarde.

A data-base da categoria é 1º de março. O sindicato pleiteava 6,77% de reposição da inflação e 5,33% de aumento real, no total de 12,10%, tíquete de compras de R$ 450,00, pagamento de 14ª salário no mês de aniversário e plano de saúde, entre outros benefícios. O Executivo não aceitou as reivindicações e apresentou duas contrapropostas.

Uma delas seria a concessão de 4% de reajuste salarial. A segunda proposta seria aumento de R$ 100,00 no tíquete, que subiria de R$ 311,00 para R$ 411,00, e criação de uma espécie de 13º tíquete a ser pago no dia 20 de dezembro. As duas propostas foram rejeitadas pelos servidores públicos em assembleia realizada na última segunda-feira.

A categoria também decidiu pela deflagração da greve. Porém, de acordo com a presidente do sindicato, está sendo respeitado o prazo legal de 72 horas de estado de greve para que não ocorram eventuais contestações do movimento pela Justiça. Se não houver nenhum acordo até o horário da assembleia (18h em primeira convocação e 18h30 em segunda convocação), os servidores deverão cruzar os braços a partir de amanhã.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa como resposta a questionamento feito pelo JC sobre a apresentação de nova contraproposta, a secretária interina de Administração e Gestão de Recursos Humanos limitou-se a dizer que “as negociações ainda estão em andamento e, portanto, as questões referentes ao reajuste ainda não estão definidas”.