Deputados da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos registram ontem uma queixa na presidência da Câmara dos Deputados contra a determinação do presidente da Comissão de Direitos Humanos, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), para que a Polícia Legislativa selecione pelo “perfil” das pessoas que querem ter acesso às reuniões.
Na sessão de anteontem, a Polícia Legislativa liberou a presença apenas de pessoas favoráveis ao deputado. Os ativistas que acusam Feliciano de racismo e homofobia ficaram do lado de fora.
A reclamação foi apresentada ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), junto com um dossiê que relata agressões sofridas pelos manifestantes que cobram a saída do pastor do comando da comissão por policiais da Câmara.
Ontem, Feliciano disse que recomendou aos seguranças que analisassem o perfil das pessoas que queriam assistir à sessão da comissão.
Segundo o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), Alves se comprometeu em trabalhar para que representantes de todos os lados tenham acesso às reuniões da comissão.
Ontem, na Capital, o cartunista Laerte Coutinho e Jean Wyllys participaram de um protesto organizado pela ONG Conectas e pelos grupos Existe Amor em SP e Pedra no Sapato.