08 de julho de 2026
Polícia

Mulher será enterrada daqui a 4 meses

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

A história do assassinato de Elaine Regina de Souza Rodrigues, 39 anos, está longe de acabar. Longe, no mínimo, quatro meses. É esse o tempo que a família da catadora de lixo, que foi queimada e enterrada pelo marido no Jardim Europa, terá que esperar para fazer o velório e o sepultamento da vítima. Ontem, a irmã confirmou que Elaine não poderia estar grávida.

A vítima foi morta na semana passada por José Antônio Araújo, 33, no fim da rua Charles Hughs. Anteontem, a Polícia Militar (PM) localizou o que restou do seu corpo. Após suposta traição, o marido de Elaine a estrangulou, queimou e enterrou parte do corpo no barraco em que viviam. Ele ainda jogou o restante dos ossos em um matagal nas proximidades. José confessou o crime, porém, alegou que não tinha a intenção de matá-la.

Apesar de todos os indícios e da própria confissão do marido, pelo estado em que os restos mortais de Elaine foram localizados, não foi possível precisar oficialmente que se tratava dela. Por isso, será realizado exame de DNA.

“Disseram que o resultado desse exame fica pronto dentro de quatro meses. Vamos esperar esse tempo para fazer o enterro. Mas eu não tenho dúvida: sei que é ela”, afirma a familiar, de 22 anos.

A irmã conta que Elaine, após ter iniciado o relacionamento com José Araújo, aparecia frequentemente com marcas de agressão. “Da última vez a que vi, ela estava com o olho roxo. Ele batia muito. Ela não contava, mas os vizinhos diziam isso”.

Barraco

Conforme prometido, os moradores do Jardim Europa começaram a derrubar o barraco que foi palco da tragédia. Foi ali, no casebre de madeira de chão batido, que José Araújo, embriagado, matou e enterrou o corpo da catadora de recicláveis.

O JC esteve ao local ontem e viu que várias partes já foram retiradas do pequeno barraco. A família afirma não querer saber mais daquele casebre e os vizinhos já tiraram duas paredes.

“Ainda estamos muito chocados. Ela tinha seus problemas, mas, era uma pessoa sossegada. Não dá para acreditar que isso aconteceu”, desabafa a irmã de Elaine Rodrigues.

Gravidez

Logo após o corpo de Elaine Rodrigues ter sido localizado pela PM, levantou-se a hipótese de que ela poderia estar grávida. A irmã da vítima, contudo, afirma que não havia qualquer possibilidade disso ter ocorrido.

“Minha irmã era operada. Ela fez uma cirurgia para não poder ter mais filhos. Então, essa possibilidade não existe”, revela a familiar, complementando que Elaine tem cinco filhos, que estão fora de Bauru.

Conforme o JC divulgou ontem, moradores do Jardim Europa e amigos da mulher também não acreditavam nessa hipótese. Segundo eles, ela tinha um mioma, o que gerava uma barriga semelhante à de uma grávida.