08 de julho de 2026
Polícia

OAB ataca nível de faculdades

Nélson Gonçalves
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Quioshi Goto

Marcos da Costa, presidente estadual da OAB

A performance sofrível de candidatos no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em todo o País, com apenas 7,6% de aprovados, provocou reação no presidente estadual da entidade, Marcos da Costa, para quem a culpa recai, sobretudo, no Ministério da Educação, por manter abertas faculdades caça-níqueis e sem condições mínimas de estrutura física e pedagógica.

Em Bauru, Costa voltou a lamentar a proliferação das faculdades de Direito. “As faculdades em sua maioria não oferecem aos alunos mínimas condições de estudo. A população não pode ficar à mercê de um profissional que não tenha capacidade técnica para assisti-lo e isso acontece na advocacia, na medicina e em outras profissões como os contabilistas. Outro drama social é desses milhões de estudantes, muitos que se sacrificaram de forma honesta em estudar e pagaram por isso, mas essas faculdades caça-níqueis não fizeram sua parte. O governo é quem tem a missão de coibir isso, fechando as portas de muitas faculdades caça-níqueis”, ressaltou.

Costa lamenta, também, que a entidade tenha emitido relatórios com desaprovação de vários dos cursos aprovados pelo Ministério da Educação. “Somos consultivos e o governo tem de rever isso, porque não pune quem não faz seu papel e ainda autoriza faculdades sem a menor condição em vários cantos. Temos de buscar exemplo em faculdades de excelência, como aconteceu em Ribeirão Preto, e nivelar por cima”, citou.