09 de julho de 2026
Nacional

Bola é condenado a 22 anos por morte de Eliza Samudio

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

TJMG

No sexto dia de julgamento, Bola diz que "jamais mataria"

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado na noite de ontem a 22 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza.


Eliza desapareceu em junho de 2010 e seu corpo nunca foi encontrado. Bola, apontado como o executor da ex-modelo, foi o quinto réu julgado pelo crime. O ex-jogador do Flamengo e outros dois réus já haviam sido condenados. Uma pessoa foi absolvida.


Em sua sentença, a juíza Marixa Fabiane Lopes classificou Bola como "agressivo" e "impiedoso". A magistrada afirmou que, por ter sido policial, o réu "tinha plena consciência da gravidade de seu ato" mas, segundo ela, "agiu amparado pela certeza da impunidade".


Até o fim da noite de ontem, a defesa de Bola ainda não havia decidido se iria recorrer da sentença.


Ao ser interrogado ontem, no sexto dia de julgamento no Fórum de Contagem (MG), Bola chorou e disse ser inocente. "Eu jamais mataria alguém", afirmou.


Ele disse ser "perseguido" pelo ex-delegado que conduziu as investigações do caso, Edson Moreira, que é hoje vereador de Belo Horizonte e nega a acusação.


O advogado de Bola, Ércio Quaresma, afirmou que a investigação está incompleta -há suspeita de participação de duas outras pessoas no crime. Para a defesa, se existe a possibilidade de novos réus, há dúvidas sobre a autoria.


A Promotoria argumentou que há registros de ligações telefônicas de Bola para os envolvidos no crime e lembrou que Bruno afirmou, em seu julgamento, que seu ex-secretário Luiz Henrique Romão, o Macarrão, contratou Bola para matar Eliza.


Outros dois réus -Elenilson Silva, que foi caseiro do goleiro, e Wemerson Souza, amigo- ainda irão a julgamento, desta vez por sequestro e cárcere privado do filho de Bruno e Eliza.