10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Resposta a um fascista


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Sou obrigado a concordar em uma única coisa com o articulista Ivan Goffi: 31 de março nunca foi em vão, principalmente se considerarmos que nada ocorreu neste dia. Uma pesquisa rápida nos jornais de abril de 64 constatará que os militares reverenciavam o Golpe de 1º de Abril. Para não cair no ridículo de comemorarem o movimento golpista no dia da mentira, rapidamente tornaram a falsear com a verdade e começaram a falar em movimento revolucionário de 31 de março.

Os incautos e os que não conhecem a história repetem a mentira de forma perene. O articulista demonstra com seus constantes escritos ser daqueles que veem comunistas perigosos debaixo da própria cama, sem se atentar que muitas vezes aquilo que pensamos ser, não é. Em relação às indenizações a que se refere, demonstra igualmente desconhecimento em relação a Lei 10.599 ? Lei de Anistia ? elaborada no governo de FHC, aliás do mesmo partido do escriba, anos atrás, quando tentou sem sucesso, uma cadeira na nossa Câmara Municipal. Um cidadão demitido de seu serviço, com fundamentação em atos discricionários pela pratica de crime de opinião não tem o direito de ter seu vinculo laboral restabelecido?

Poderia citar diversos casos, entretanto, vou me ater aos ferroviários bauruenses presos logo no dia da mentira de 64 e demitidos de seus empregos, sem direito a defesa, tem que ser eternamente punidos? Outro caso que precisamos nos preocupar é com a difusão falsa de fatos.

A militante Dulce Maia, foi citada por um articulista da Folha de São Paulo de ter participado da colocação de um a bomba no consulado americano em SP. Como esta ação foi realizada pela ALN, da qual Dulce nunca participou, esta acabou processando a Folha e o articulista, com a justiça se posicionando a seu favor.

Agora, novamente Dulce foi acusada da mesma coisa por um nazifascista de nossa cidade e está preparando ação judicial por perdas e danos morais.

Não concordo com os oportunistas, claro, e neste rol cito sempre o caso de um militar desligado das forças armadas por ter sido encontrado maconha em seu armário - e que hoje, postula com muita cara-de-pau, a sua anistia, afirmando que foi alvo de perseguição política. Tirar ódio e rancor do coração, além de primar pela verdade são princípios básicos para melhorar a qualidade de vida... Vale pensar nisso.

Antonio Pedroso Junior