09 de julho de 2026
Internacional

Cuba autorizará a saída de dezenas de opositores


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O governo de Cuba se prepara para autorizar a saída de dezenas de opositores políticos nas próximas semanas, afirmou ontem o presidente da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez. Ele está em Genebra para acompanhar uma avaliação da ONU sobre os direitos humanos em Cuba. Uma delegação oficial de Havana também participa da discussão.

Sánchez foi o 19º dissidente a receber autorização para sair do país desde janeiro, quando o governo cubano flexibilizou a lei sobre as viagens dos cidadãos ao exterior.

Sánchez disse que a decisão do governo de permitir viagens a outros países não deve ser interpretada como sinal de abertura política, mas como resultado de cuidadoso “cálculo custo-benefício”.

“O cálculo é fácil para um governo tão antigo. Eles sabem o que os opositores vão dizer, mas tudo ficará no Exterior. Em Cuba, onde o governo é dono de todos os meios de comunicação, as pessoas seguirão sem saber de nada, já que não têm acesso à internet e nem às emissoras internacionais”, disse.

 

Guantánamo fechada

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, disse ontem que os EUA devem fechar a base militar instalada em Guantánamo e devolver o território ao país.

Na base há um “centro de torturas e mortes em custódia, onde estão 166 detentos há dez anos, sem garantias, julgamento ou defesa”, denunciou o chanceler.

Cem detentos estão em “greve de fome e 17 deles, com perigo para sua vida, recebem alimentação forçada”, completou Parrilla. O movimento conta com a adesão de cem dos 166 detentos, segundo as autoridades da prisão, e de 130, segundo os advogados.

Mais cedo, o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU afirmou que “nunca é aceitável” alimentar ninguém à força.