10 de julho de 2026
Nacional

39% das mortes foram por atropelamento em 2011, diz pesquisa


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A morte por atropelamentos de pedestres no trânsito em 2011, no Estado de São Paulo, representa 39% dos casos, segundo pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

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39% das mortes foram causadas por atropelamento em 2011, diz pesquisa

 

Entre os tipos de acidentes mais fatais estão, respectivamente, a de pedestres com automóveis, ônibus e veículos motorizados de duas ou três rodas. De acordo com o levantamento das 5.394 mortes por acidentes de trânsito no Estado, 2.114 foram de pedestres, 1.721 de motociclistas, 1.273 de passageiros de veículos automobilísticos e 286 de ciclistas.


Em relação a 2010, quando foram notificados 1.968 óbitos por atropelamentos no Estado, o número de mortes registrado foi 9% maior em 2011. O número de internações de pedestres também apresentou aumento, passando de 10.155 em 2010 para 10.548 em 2011. Em relação às internações, o número de vítimas de atropelamentos é menor somente ao de motociclistas.


"Quando o pedestre é atingido por um veículo, toda a energia do impacto é transferida para a vítima, que não possui dispositivos de segurança, como cinto de segurança, estofados, air bags, barras de proteção, entre outros, para minimizar a energia liberada após a batida. Mesmo motocicletas ou bicicletas são capazes de causar mortes por conta desta transferência de energia. Além disso, por ser muito frágil quando exposto aos acidentes com outros veículos, o corpo humano fica vulnerável a traumas graves que podem comprometer funções vitais", diz Gustavo Feriani, supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da secretaria.


Mortes na capital


Um balanço da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) divulgado no dia 13 março deste ano aponta uma queda de 9,8% no número de mortos em decorrência de acidentes de trânsito na cidade de São Paulo em 2012 em relação ao ano anterior.


Ao longo de 2012, 1.231 pessoas perderam a vida em decorrência de acidentes de trânsito na capital paulista. Em 2011, foram 1.365 vítima fatais.


De acordo com a companhia, os resultados refletem também na diminuição das mortes por atropelamentos. O balanço do órgão mostra que as mortes de pedestres, as principais vítimas do trânsito paulistano, caíram 12,5% em relação ao ano anterior, o que significa 77 vidas poupadas. Em 2012, 540 pedestres perderam a vida no trânsito paulistano ante 617 em 2011.


Entre os fatores apontados como responsáveis por essa redução está a ampliação do Programa de Proteção ao Pedestre na cidade, com a efetivação de um termo de cooperação pelas secretarias municipais dos Transportes e do Trabalho e Empreendedorismo.


Segundo a CET, a parceria prevê repasse de R$ 5 milhões ao programa. Ano passado cerca de 800 orientadores de travessia estavam nas ruas. Neste ano a companhia prevê um acréscimo de mais 200 pessoas atuando na função.


Programa


A Prefeitura de São Paulo criou em maio de 2011 o Programa de Proteção ao Pedestre. No dia 8 de agosto de 2011, o desrespeito ao pedestre começou a ser multado na região central da cidade e na avenida Paulista -no período restrito, foram aplicadas 10.266 multas.


Em setembro de 2011, a campanha foi ampliada para toda a cidade, assim como a aplicação de multas.


As penalidades são de até R$ 191,53 e sete pontos na carteira de habilitação. As principais infrações são: não dar preferência ao pedestre na faixa, quando não há farol; não dar preferência ao pedestre na transversal; avançar na faixa sem que o pedestre tenha terminado de atravessar e não ligar a seta com antecedência.