Tenho observado, na Tribuna do leitor, muitos escribas desta democrática coluna usando como gênero literário de suas redações, histórias, parábolas, fábulas. Até esse humilde repetidor de aldeia atreve-se, às vezes, em se aventurar nesse gênero. Se assim o faço, é porque gosto de histórias, parábolas, fábulas.
Elas são fáceis de se reter na memória, ajudam a ver aspectos que de outro jeito poderiam passar despercebidas. Mesmo que, às vezes, pareçam exageradas e inventadas, expressam idéias, sentimentos, lições de vida. Elas são um gênero literário, no qual a verdade tem que ser lida a partir de outro enfoque, em que é necessário distinguir embalagem e conteúdo. Têm várias vantagens sobre o discurso racional explicativo. Elas prendem atenção, ficam na memória depois de muito tempo.
No terreno religioso, elas são usadas em múltiplas situações porque são um bom recurso para abordar o que os leitores descobrem por intuição, mas não podem definir com precisão. Nesse caso, as histórias, parábolas e fábulas funcionam melhor do que as muitas explicações teológicas e até de homílias, sermões longos, cansativos e repetitivos.
Lembramos que Jesus, como bom judeu, usava esse recurso. Acho que ele gostaria de que nosso diálogo tivesse muitas histórias como jeito de construir a paz. Caro Amaury Joaquim, obrigado pelo incentivo.
Professor Gino Crês