08 de julho de 2026
Ser

Lado a lado: sogras e noras

Larrissa Moggi
| Tempo de leitura: 3 min

No dia 28 de abril foi comemorado o "Dia da Sogra". Se você ainda torce o nariz para a data, provavelmente faz parte do clube das noras descontentes. Mas na contramão dessas relações espinhentas com a mãe de seu amado, existe uma turma que conseguiu subverter a regra do "é minha sogra, eu já odeio".

Essa quase sempre tumultuada relação tem sido retratada em "Salve Jorge". "Dona Áurea" (Suzana Faini) é o pesadelo de qualquer candidata ao coração de Theo (Rodrigo Lombardi). Extremamente apegada ao filho, ela não facilitou nem mesmo para Érica (Flávia Alessandra), a quem considerava a nora ideal. Mas não precisa ser assim. Acredite.

"A nora é desejada desde que não leve o filho para longe da mãe. Mas é uma competição desleal para todas as partes, porque elas nunca ocuparão o mesmo espaço na vida dele", explica a psicopedagoga Quézia Bombonatto.

Para mostrar que é possível, sim, conviver numa boa com a mãe do parceiro, contamos histórias de mulheres que se orgulham do entrosamento que criaram, a despeito do tipo de parentesco.

"Toda mãe quer ver o filho feliz e bem cuidado. Esse é o pré-requisito para a nora ser aceita", garante Helena Maria Piceara, sogra de Luciana Lacerda.


"Minha sogra já me salvou duas vezes. Precisei de faxineira e a Helena mobilizou todas as amigas até conseguir uma de que eu gostasse. A outra, foi na véspera da lua de mel. Eu e meu marido esquecemos os dólares. No mesmo dia, ela já estava com tudo nas mãos."

Luciana Lacerda, jornalista, 27 anos


"Sou a pessoa errada para falar de relação sogra e nora. Ela é minha filha! Queria ver meu filho 100% feliz, e a Luciana consegue fazê-lo."

Helena Maria Piceara, dona de casa, 60 anos


"Minha sogra virou minha parceira. A Dora intervém, mas com cautela. Quando eu estou errada, ela diz. E quando é o filho dela que está errado, também diz. Ela adora fazer mimos. Quando a gente acorda, nosso achocolatado já está na mesa prontinho."

Lizandra Rodrigues, 21 anos, jornalista


"Sempre tive em mente que, quanto melhor for a minha relação com a namorada do meu filho, mais próximo ele fica de mim. À Liz, digo que sou mãe dela."

Dora Nadja, 50 anos, funcionária púbica


"Minha sogra é muito sincera. Fala do que gosta e do que não gosta. Quando vamos visitá-la, se preocupa em fazer o almoço e a sobremesa de que gostamos. E a Vilcéa não se mete na nossa vida. Até opina, mas na intenção de ajudar, sem intrigas. Minha sogra sempre me acolheu bem, desde a primeira vez em que fui à casa dela."

Aline Figueiredo, 29 anos, engenheira


"No começo a Aline chegou tímida, mas logo nos tornamos amigas. A considero uma filha, de tão doce que é. Desde que a vi, soube que minha nora não iria afastar o meu filho da família. É muito bom ver o quanto ele já mudou com ela, e para melhor."

Vilcéa Sarmento, 66 anos, aposentada


"A família do meu marido é japonesa e eu não sabia nada da cultura oriental. Na primeira conversa com minha sogra, deu para ver que não tínhamos nada em comum. Mas ela é receptiva, não tem preconceitos e logo quis conhecer o meu universo."

Letícia pineschi, advogada, 38 anos


"Eu só tive filhos homens, sentia falta de alguém para falar das coisas de mulher. A Letícia adora falar e ela preenche isso. Todo domingo eles estão aqui, mas por prazer."

Samiko Kitagawa, dona de casa, 69 anos