11 de julho de 2026
Nacional

Brasil pretende enviar 6 mil médicos cubanos para regiões remotas do País

Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

O governo brasileiro pretende contratar 6 mil médicos cubanos para que trabalhem em áreas remotas do País, onde o atendimento é deficiente ou inexistente, apesar da controvérsia sobre a qualificação desses profissionais.

O chanceler Antonio Patriota disse ontem que as negociações para a vinda dos médicos cubanos envolvem a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Associações médicas brasileiras são contra a autorização para que médicos formados em Cuba atuem no Brasil, argumentando que as faculdades cubanas têm padrões inferiores aos brasileiros e que em alguns casos os cursos de medicina cubanos equivalem aos cursos brasileiros de enfermagem.

Na última década, o regime comunista cubano enviou 30 mil médicos para trabalhar em bairros pobres da Venezuela, principal aliado político de Havana. Em troca, o governo socialista de Caracas envia petróleo mais barato à ilha.

No Brasil, os médicos cubanos devem ser enviados a lugares remotos do Nordeste e da Amazônia, onde médicos brasileiros relutam em se instalar. “Cuba é muito proficiente nas áreas da medicina, farmácia e biotecnologia, e o Brasil está considerando receber médicos cubanos em negociações que envolvem a OPAS”, disse Patriota em entrevista coletiva ao lado do colega cubano, Bruno Rodríguez.

Patriota afirmou que o plano vai fortalecer as relações do Brasil com Cuba, que vêm se estreitando desde que o PT assumiu a Presidência, dez anos atrás.