10 de julho de 2026
Regional

Dinheiro de indenização teria motivado morte de comerciante


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O delegado Jader Biazon relatou na última quinta-feira o inquérito policial instaurado para apurar a morte do comerciante Waldiney Rocha, 56 anos, ocorrida na madrugada de 7 de março, em sua residência, no Centro de Agudos (13 quilômetros de Bauru). Um adolescente de 16 anos confessou o crime e está internado na Fundação Casa de Iaras. Um segundo envolvido, de 30 anos, teve prisão preventiva decretada na sexta-feira a pedido da Polícia Civil. De acordo com o delegado, o dinheiro de uma indenização recebida pela vítima teria sido a causa do crime.

Conforme divulgado pelo JC, Rocha foi encontrado pelo irmão já sem vida, por volta das 7h, na cama do quarto da casa onde morava sozinho, na rua José Salmen, região central. O carro dele, um Mercedes Classe A 190, placas de Limeira, não estava no local. O corpo apresentava 16 perfurações causadas por faca no pescoço, tórax, costas e braço esquerdo.

As buscas pelo autor do crime foram feitas por policiais de Agudos e Bauru, com o apoio do Helicóptero Águia. O caso começou a ser solucionado quando um funcionário da vítima, ao saber que ela estava morta, não acreditou e contou que o carro dele estava estacionado perto da sua residência, na rua Lázaro de Barros Mattos, no núcleo Mário Campezato.

Quando os policiais foram até o endereço, localizaram o Mercedes da vítima e detiveram o adolescente de 16 anos, que confessou o crime. Na sequência, após trabalho coordenado pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da delegacia de Agudos, G.D.S., de 30 anos, também foi preso e o caso foi registrado como latrocínio.

O delegado conta que, no mesmo dia, instaurou inquérito para apurar o crime. Inicialmente, G.D.S., que era amigo de Rocha há oito anos e realizava trabalhos esporádicos com ele, negou envolvimento na morte. “Mas após as diligências realizadas e vários indícios e provas coletadas em seu desfavor, ele acabou confessando a participação no crime”, diz.

O acusado alegou que estava embrigado e não tinha consciência de seus atos. Ele teve a prisão temporária decretada por 30 dias e prorrogada por mais 30 dias. Já o adolescente, de acordo com Biazon, disse que ele e G.D.S. decidiram matar Rocha depois de um desentendimento entre os três e teve a internação decretada pela Vara da Infância e Juventude.


Indenização

Segundo o delegado Jader Biazon, as investigações apontaram que os dois envolvidos mataram a vítima com o objetivo de roubar cerca de R$ 7 mil que ela havia recebido recentemente de indenização numa ação judicial, além do seu carro, recuperado no mesmo dia. A carteira do comerciante foi encontrada aberta e vazia em cima do sofá da casa.

Biazon conta que, no dia do crime, Rocha teria convidado o adolescente, que havia conhecido dois dias antes, para ir até sua residência. Na sequência, G.D.S. também chegou ao imóvel. Os três teriam ingerido cerveja e champanhe no local.

De madrugada, de acordo com o delegado, o adolescente, que seria praticante de artes marciais, teria dado uma “chave de braço” na vítima para que G.D.S. a esfaqueasse. Os laudos da perícia no local coincidem com a versão.

Apesar de confessarem a morte, Biazon diz que os dois negam ter roubado o dinheiro do comerciante. Se condenado, G.D.S. pode ficar preso de 20 a 30 anos. Já o adolescente poderá ficar internado, no máximo, por três anos.