09 de julho de 2026
Política

Estado discute medicina com Unesp

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis

Tobias esteve ontem no Palácio dos Bandeirantes com Alckmin e dirigentes da Unesp

Discretamente, o assunto faculdade de medicina em Bauru foi retomado ontem pelo governo do Estado, no Palácio dos Bandeirantes, em uma reunião de dirigentes universitários da Unesp com o governador Geraldo Alckmin e o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que segue buscando alternativas para que a cidade e região sejam contempladas com o curso. “Nós e o governador Geraldo Alckmin não nos esquecemos da faculdade de medicina”, afirmou ontem à noite ao JC o deputado Tobias.

Embora não haja detalhes e o governo nem queira alimentar grandes expectativas antes de decisões mais concretas, algumas situações vão tomando forma, como, por exemplo, o fato de que a USP não deverá mais ser a sede da faculdade de medicina de Bauru, embora um projeto deste porte certamente conte, principalmente, com o novo hospital do Centrinho como parte de uma rede hospitalar que contemple o aprendizado e a residência. Mas isso é assunto para o final do processo.

Por Bauru, estiveram no Palácio dos Bandeirantes, ontem, no final da tarde, além de Tobias, o diretor do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) da Unesp, Jair Manfrinato, que também é diretor da Faculdade de Engenharia, e o diretor da Faculdade de Ciências, Olavo Speranza de Arruda. Eles se encontraram na sede do governo paulista com a vice-reitora da Unesp, Marilza Vieira Cunha Rudge, além de diretores da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), para a reunião com o governador.

Segundo o JC apurou, Alckmin pediu empenho de todos para que as tratativas não apenas sejam aceleradas como tenham como consequência a criação do curso de medicina, compromisso que o governador quer ver cumprido. Por ser um tema de alta complexidade, há um processo razoavelmente longo a ser implantado, tanto dentro da Unesp e suas instâncias decisórias quanto de parte do governo do Estado.

O fato de a Famesp, instituição ligada à Faculdade de Medicina de Botucatu, praticamente deter, hoje, o controle de quase toda a rede hospitalar de Bauru, é um elemento facilitador, pois a implantação do curso de medicina partiria de uma base concreta e unificada, sem grandes obstáculos a serem superados.

Em agenda oficial no município de Botucatu, no final de dezembro de 2012, o governador Geraldo Alckmin já havia sinalizado seu empenho para a viabilização do antigo sonho da Faculdade de Medicina em Bauru. Na ocasião, conforme o JC noticiou, ele colocou os cinco hospitais públicos instalados na cidade à disposição da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A intenção é de que o Hospital de Base, o Hospital Estadual, o Manoel de Abreu, a Maternidade Santa Isabel e o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME) se tornem hospitais-escolas, abrigando, inicialmente, a residência médica da Faculdade de Medicina de Botucatu.

Geraldo Alckmin informou, naquela ocasião, que transmitira ao reitor da Unesp, Júlio Cezar Durigan, sua posição favorável à instalação do curso em Bauru. O governador contou ter pedido urgência no início da residência médica nos hospitais da cidade. “Acontece que, hoje, as universidades têm autonomia e tudo isso precisa ser aprovado pelo Conselho Universitário”, disse Alckmin, em Botucatu.