A rua Antonio Alves transformou-se em corredor de comércio com suas lindas lojas, fechadas por blindex até o seu final, na cerca do Aeroclube e/ou Rua Alexandre Ignácio Nasrala, abrigando ainda imobiliárias, clínicas, escritórios e advocacia e também as famosas Livraria Jalovi, Pharmácia Specifica e Lilian Presentes.
Quem sobe essa artéria em direção ao Sul até a cerca limite do Aeroclube depara-se com belos edifícios construídos pela Construtora Assuã, dando mais realce à beleza dessa via num progresso vertical ao lado do horizontal.
Considerando o que foi dito, a Emdurb já pode pensar em sistema de semáforos sincronizados ou onda verde para essa via, nos moldes da rua Joaquim da Silva Martha.
Entretanto, a rua em comento também apresenta suas contradições, eis que ao percorrê-la deparamo-nos com alguns esqueletos que a enfeiam. O primeiro é na confluência com a Rua Machado de Assis, onde o antigo projeto da Construtora Encol ficou paralisado, servindo de garagem. Antes desse, há o esqueleto antigo, onde era para ser um shopping, abandonado há anos pela empresa construtora Omar Maksoud Engenharia Civil Ltda, de São Paulo, em cujo local se situava o lendário e glorioso Colégio Guedes de Azevedo, no qual conclui o curso ginasial (fundamental) e, posteriormente, o curso normal (ensino médio), não só eu mas também minhas irmãs Daudete Edey e irmão Walter A. Geraldi, cujo sacrifício creditamos primeiramente a Deus e também aos nossos saudosos pais, seu Florindo G. Geraldi e dona Branca Minzon Geraldi, tendo como suporte a modesta "Quitanda São João", situada na quadra 10 da Rua Bandeirantes, bem conhecida na época que serviu para encaminhar e criar 5 (cinco) filhos.
Subindo ainda essa rua há um prédio abandonado há anos na Rua Vivaldo Guimarães, em frente à Praça José dos Santos, adotada pela Imobiliária Adad Volpe; esse prédio hoje, carcomido, virou pombal, com seus conhecidos malefícios a essa região.
Aproveito o ensejo, como fervoroso bauruense vindo de Bocaina, em 1938 (confessei minha idade), sempre torcendo pelo progresso de Bauru, este sãopaulino está amargurado com o que fez essa incompetente "diretoria" com relação ao nosso querido Noroeste; sem dúvida, uma marca que vendia e vende Bauru. Isso é uma vergonha, diria Boris Casoy.
Ainda é preciso bater sempre nesta tecla: "E a nossa sonhada Faculdade de Medicina?" A única que falta para completar a graduação universitária de Bauru e que vem sendo aguardada desde a década de 1950 quando foi criada e, infelizmente, levada para a Unesp de Botucatu. Será que tem alguém contra?
Sonhar com uma montadora para Bauru a fim de gerar 2.000 empregos diretos e gorda receita tributária é querer ganhar na "mega da virada".
Tantos outros municípios de São Paulo e do Brasil já conseguiram a sua e Bauru fica "a ver navios".
Waldo Cyro Geraldi