08 de julho de 2026
Nacional

Tumulto marca protesto de professores

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Um protesto de professores fechou por mais de uma hora a avenida Paulista nos dois sentidos e depois a rua da Consolação, na direção do centro, entre o fim da tarde e o início da noite de ontem. Houve tumulto e quatro policiais tiveram ferimentos leves. Dois manifestantes foram detidos pela PM.

O ato ocorreu após a maioria dos docentes aprovar o fim da greve iniciada dia 19, em uma assembleia na frente do Masp, na Paulista.

Descontentes, cerca de 200 dos 1.000 manifestantes atiraram garrafas e papéis no carro de som onde estavam diretores da Apeoesp (sindicato estadual dos professores). O sindicato diz que o tumulto foi causado por membros do PSTU, PCO e integrantes de outras categorias.

Antonio Carlos Silva, da direção nacional do PCO, diz que a Apeoesp não acatou a vontade dos professores. O PSTU não se manifestou até a noite de ontem.

Policiais usaram cassetetes para dispersar os professores, que bloquearam o trânsito na Paulista. A fila de carros chegou a um quilômetro. A via fechou às 16h38 e foi liberada às 17h54. Em seguida, os dissidentes rumaram para a Consolação e impediram a passagem de carros e motos.

Motociclistas tentaram furar o bloqueio na Consolação, mas os manifestantes não deixaram. Houve xingamentos e tentativas de agressão. A situação só se acalmou no fim da Consolação.

O fim da greve foi decidido por maioria de votos. Segundo a Apeoesp, isso ocorreu após reunião ontem de manhã entre a categoria e representantes do governo. Para o sindicato, isso demonstrou disposição em negociar. A entidade aponta também que o movimento estava perdendo força.