A Polícia Civil indiciou quatro médicos pelas mortes de três pessoas que passaram mal após a realização de exames de ressonância magnética em janeiro no hospital Vera Cruz, de Campinas (254 km de Bauru).
Os médicos indiciados são Adilson Prando e José Luiz Cury Marins, donos da RMC, empresa responsável pelas ressonâncias dentro do hospital, e seus filhos Patrícia Prando Cardia e Marcos Marins, que trabalham na administração da RMC.
Os quatro foram indiciados por homicídio com dolo eventual - segundo a polícia, não tinham a intenção de matar, mas assumiram o risco.
Segundo a investigação, as mortes ocorreram porque uma auxiliar de enfermagem recém-contratada preparo por engano uma substância industrial (perfluorocarbono) para injetar nos pacientes.
O perfluorocarbono era usado, em caráter experimental, em algumas ressonâncias para auxiliar na visualização das imagens.
O produto estava guardado numa bolsa de soro reutilizada e sem identificação. A funcionária que cometeu o erro não foi indiciada.