A confecção de armas através de impressoras 3D preocupa o governo dos Estados Unidos. Mesmo sendo uma arma de plástico, o artefato pode atirar e provocar ferimentos em pessoas.
Assim, o governo impediu uma empresa do Texas de distribuir pela internet os desenhos que mostram como produzir o equipamento.
A proibição foi imposta pelo Departamento de Estado sob a alegação de que o projeto viola as leis internacionais de controle de armas. No último fim de semana, um primeiro teste de disparo com a arma de plástico foi bem sucedido.
A Defense Distributed, a empresa que produziu o protótipo, anunciou pelo Twitter que os desenhos haviam sido removidos a pedido do governo.
A companhia é dirigida por Cody Wilson, 25 anos, aluno de Direito na Universidade do Texas, que disse que defende o acesso universal a armas.
A ação, porém, surgiu tarde demais para prevenir a distribuição dos arquivos. A empresa disse à “Forbes” que os arquivos já haviam sido baixados mais de 100 mil vezes, em dois dias no ar. O maior número de downloads ocorreu na Espanha, seguido de EUA e Brasil.
Para imprimir um objeto 3D, o modelo do produto é criado por um software no computador, salvo num formato específico e gerado por camadas do material escolhido sobrepostas.
Das 16 peças que formam a arma, 15 podem ser impressas pela impressora 3D Stratasys Dimension SST, uma máquina de US$ 8.000, segundo a “Forbes”. A última peça é um prego simples, encontrável em qualquer loja de material de construção, para ser usado como pino de disparo.