09 de julho de 2026
Regional

Justiça condena ex-delegado da PF por corrupção

Da Redação
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O ex-delegado da Polícia Federal (PF) Washington da Cunha Menezes foi condenado pela 3ª Vara Federal de Marília pelo crime de corrupção passiva. Em 2007 ele recebeu R$ 20 mil do advogado João Simão Neto para atrasar a oitiva do empresário Jairo Antônio Zambon, então investigado de sonegação de impostos. O advogado João Simão Neto foi condenado por corrupção ativa e o empresário Jairo Antônio Zambon absolvido por falta de provas.

Os dois condenados não foram localizados pela reportagem até o fechamento desta edição. Na sentença, o juiz federal José Renato Rodrigues condenou Menezes e Simão Neto a  dois anos e oito meses de reclusão, além de pena de multa de treze dias-multa à base de um salário mínimo vigente em 2005, para cada réu. A pena de reclusão foi convertida em prestação de serviços à comunidade, bem como em pena pecuniária para cada um deles no valor de R$ 10 mil, cuja destinação será definida durante a execução da sentença. Menezes ainda foi condenado à perda da função pública.

Washington da Cunha Menezes responde a diversas ações penais e de improbidade administrativa, algumas com sentenças condenatórias já mantidas pelo TRF da 3ª Região, deflagradas em razão da Operação Oeste. A Operação teve início em novembro de 2005 e descobriu a ligação de policiais federais, policiais civis, advogados, empresários com quadrilhas que atuavam em diversas ações criminosas, entre as quais peculato, estelionato, corrupção, violação de sigilo, grampo ilegal e extorsão mediante sequestro.

Segundo a sentença, ficou comprovado que o ex-delegado recebeu propina no valor de R$ 20 mil para “atrasar e direcionar” (inclusive com aceitação de um atestado que adiou a oitiva de Zambon, investigado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro).  Já o advogado João Simão Neto foi condenado por oferecer e dar a citada quantia ao ex-delegado.