09 de julho de 2026
Bairros

Leishmaniose tem três novos casos

Da Redação
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A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva, confirmou ontem três novos casos de leishmaniose visceral americana (LVA) referentes a 2013.

Os pacientes são um homem de 51 anos morador do Jardim Araruna, tratado no Hospital Unimed Bauru; um homem de 20 anos morador do Jardim Bela Vista, tratado no Hospital Manoel de Abreu; e um bebê de dois anos morador do Pousada da Esperança, tratado no Hospital Estadual de Bauru.

Bauru totaliza, até o momento, dez casos de LVA, com um óbito. Em 2012, foram totalizados 35 casos da doença e três óbitos, sendo dois com sintomas iniciados em 2011 e um com início dos sintomas em 2012.

A doença

Os principais sintomas da leishmaniose visceral no homem são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. Na maioria dos casos, o período de incubação é de dois a quatro meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.

Em casos do aparecimento de alguns dos sintomas acima, deve-se procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência para o possível diagnóstico da doença e as demais providências necessárias.

A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Não é contagiosa, nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

No caso de prevenção contra leishmaniose, é necessário evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença. Para tanto, o Departamento de Saúde Coletiva recomenda os seguintes cuidados: eliminação diária das fezes acumuladas dos animais; recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo; evitar árvores frutíferas de grandes copas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.

Na  área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte.