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Malavolta Jr. |
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Buraco tinha mais de um metro de profundidade |
Era um dia comum para a médica Eliane Fetter Telles Nunes, 61 anos. Às 9h ela estacionou seu carro na quadra 1 da rua Laércio Bastos Pereira, Jardim Estoril 4, mas, ao descer do veículo, caiu em um buraco com 1,2 metro de profundidade que estava na calçada. A “cratera” estava coberta de água suja, o que dificultou a visualização da caixa de inspeção – canal de ligação entre a água servida do imóvel e toda a rede de esgoto.
A médica relatou à reportagem do JC que era por volta das 9h quando estacionou o veículo nesta rua, já que iria comprar frutas nas proximidades. “Quando eu desci do carro eu notei a poça, então pensei em estacionar um pouco mais para cima. Quando abri a porta novamente para entrar no carro, me distraí e acabei caindo. Foi muito rápido. Fiquei com aquela água suja até a metade do corpo”, disse.
Parecia uma simples poça, mas o buraco tinha quase 1,2 metro de profundidade, conforme apurou a reportagem. Quem socorreu a médica foi um comerciante de 32 anos, que possui estabelecimento comercial próximo ao local onde aconteceu o acidente. “Quando eu vi, ela já estava dentro do buraco, pedindo socorro”, contou o homem.
Susto
“O susto foi tão grande que eu só consegui notar o que tinha acontecido quando consegui sair do buraco. Foi horrível. Uma perna ficou inteira dentro do buraco, e a outra pela metade. Se não fosse a ajuda do comerciante, eu não conseguiria sair. Ainda bem que não quebrei nada, os ferimentos só foram superficiais. Fico imaginando
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Escoriações que a médica sofreu nas pernas |
se fosse com uma criança, porque tenho um neto de quatro anos. Estragou a minha roupa, o carro e até o celular”, acrescentou.
Como é alérgica a medicamentos, Eliane apenas foi até o pronto atendimento de um hospital de Bauru e fez assepsia nos ferimentos. “Antes disso, cheguei em casa e tomei banho, lavei muito bem, esfreguei com a esponja. Mas ainda tenho medo de alguma infecção, porque não posso tomar nenhum medicamento, só homeopatia”, queixou-se.
O buraco
A Divisão Técnica do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru informou, por meio da assessoria de comunicação da autarquia, que o local onde Eliane caiu é, na verdade, uma caixa de inspeção da antiga residência que existia ali e foi demolida.
O DAE acredita que, quando houve a demolição do imóvel, no ano passado, algum caminhão quebrou essa caixa. Com o dano, a tampa da caixa caiu dentro do buraco e causou uma obstrução e, consequentemente, acúmulo de água suja.
Apesar de não ser de competência do DAE, mas do dono do terreno, a autarquia retirará a água do local e fará o aterramento para evitar outros acidentes.
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Douglas Reis |
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A caixa de inspeção era um buraco sem proteção com cerca de 1,20 m de profundidade |