10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Hospital Lauro de Souza Lima


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Adultos e nós, crianças, víamos horrores só de ouvir falar no Sanatório Aimorés. Vi pessoas com diversos defeitos físicos motivados pelas moléstias contagiosas da época, além de maleita, tifo, pneumonia, doenças venéreas e demais problemas em uma época em que a medicina lutava por todos os meios para erradicar tais doenças.

Na escola, nós, por intermédio do Estado, tomávamos vacina conforme a epidemia mais alarmante da época, os mata mosquitos, assim denominados servidores públicos, passavam de casa em casa e em terrenos baldios dedetizando e com um martelete ponteiro vazavam os recipientes para evitar procriação de mosquitos. Na saída, eles colocavam um selo da Secretaria da Saúde atrás das portas com data de validade para a próxima dedetização. Também nos terrenos baldios eram colocadas bandeiras amarelas indicando que ele estava sendo dedetizado. Agora, está aí a dengue. Ela não escolhe ninguém para atacar e mata, diz o ditado antigo: quem escapa de novo de velho... "Eu tô fora!" Parabéns ao corpo clínico, "Deus que vos ilumine", do Hospital e Sanatório Aimorés, pelos 80 anos em que estão sempre de olho, erradicando as moléstias. Quem usa cuida e quem quer faz.

José de Oliveira