A celeuma provocada pelas declarações do Sr. Roberto Francisco Daniel só vem por à mostra o pavoroso buraco negro que engole uma parcela cada vez maior de uma sociedade que tateia confusa num universo caótico, carente de verdadeiros heróis, induzida por uma brutal inversão de valores e que, sem melhor opção, se queda em estúpida idolatria diante de pseudo-celebridades que a mídia cria e nos impõe. Tachar de hipocrisia preceitos morais e cristãos e pregar libertinagem como se liberdade fosse, não traz nada de novo. Essa alegre anarquia já era pensada, pregada e praticada pelas cortesãs, senadores corruptos e césares psicopatas que levaram o Império Romano para o brejo.
O cidadão em questão não é um revolucionário, quando muito, um oportunista ciente de que na falta de talento para feitos mais relevantes, o caminho mais curto para a notoriedade é tão somente "causar". Certamente será visto e revisto, lido e ouvido em âmbito doméstico e internacional.
Será (ou já é) cortejado por partidos políticos, eleger-se-á como deputado mais votado e mamará nas gordas tetas da mãe gentil feliz para sempre. Sua prosopopéia reacionária nada de positivo acrescentou à formação da nossa sociedade. Quanto à sua escalada gloriosa até um provável ápice parlamentar, já deve ser o suficiente para suas ambições posto que quem nasceu padre Beto jamais será um Martinho Lutero.
Myrthes Herrera